Anadia recebe Congresso do PSD marcado pelo chumbo da reforma laboral
O 43.º Congresso do PSD arranca hoje em Anadia sob forte tensão política. A reunião magna do partido acontece apenas um dia após a rejeição da reforma laboral no Parlamento. O chumbo resultou dos voto...

O 43.º Congresso do PSD arranca hoje em Anadia sob forte tensão política. A reunião magna do partido acontece apenas um dia após a rejeição da reforma laboral no Parlamento. O chumbo resultou dos votos contra do Chega e dos partidos de esquerda.
Luís Montenegro abre os trabalhos no Velódromo Nacional de Sangalhos com um discurso muito aguardado. O líder social-democrata e primeiro-ministro promete aprofundar a análise à situação política durante a sua intervenção. Apesar do revés, mantém a confiança absoluta na ministra do Trabalho e garante que o Governo não desiste de tornar Portugal mais produtivo.
A troca de acusações e a negação de uma crise
O falhanço do acordo alterou o tom do congresso. Inicialmente, a reunião não previa grandes polémicas. Agora, os sociais-democratas direcionam as críticas tanto para o Chega como para o Partido Socialista.
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, desvaloriza o impacto da derrota. Rejeita qualquer cenário de instabilidade governativa e aponta baterias à oposição, falando na criação de crises artificiais. Soares mantém a firme expectativa de cumprir a legislatura até ao fim.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, adota um tom mais duro. Acusa o partido de André Ventura de fazer politiquice brejeira. O governante esclarece que o Chega nunca foi o parceiro preferencial do Executivo e defende a postura humilde do Governo durante um ano de negociações com os parceiros sociais.
As exigências do Chega e a postura governamental
A rutura final aconteceu de forma abrupta. Na quinta-feira, o PSD dava a aprovação da revisão do Código do Trabalho como certa. Contudo, o Governo recusou ceder à exigência do Chega para baixar a idade da reforma. Os sociais-democratas justificaram a recusa com a necessidade urgente de proteger a sustentabilidade da Segurança Social.
Sem o apoio à direita, o pacote laboral caiu na sexta-feira. Este desfecho obriga Luís Montenegro a adaptar a narrativa. A moção de estratégia global, intitulada "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", vai a votos esta noite e servirá para reafirmar o rumo do partido após a reeleição do líder com 95% dos votos.




























