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POLITICA

Angola acusa Higino Carneiro de peculato em plena corrida à liderança do MPLA

A corrida à liderança do partido no poder em Angola regista um novo revés. O general na reforma Higino Lopes Carneiro, pré-candidato à presidência do MPLA, enfrenta uma acusação formal por peculato e ...

Angola acusa Higino Carneiro de peculato em plena corrida à liderança do MPLA
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A corrida à liderança do partido no poder em Angola regista um novo revés. O general na reforma Higino Lopes Carneiro, pré-candidato à presidência do MPLA, enfrenta uma acusação formal por peculato e branqueamento de capitais.

A notificação partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR). O Ministério Público avançou com o processo na Câmara dos Crimes Comuns do Tribunal Supremo.

Desvio de dinheiros públicos

As suspeitas centram-se no período em que o general governou a província do Cuando-Cubango. O ex-governante geria verbas públicas destinadas ao desenvolvimento económico e social da região.

Os investigadores concluem que Higino Carneiro desviou estes fundos para proveito próprio. O dinheiro serviu para construir e gerir empreendimentos turísticos e hoteleiros privados, esvaziando os projetos sociais previstos para a população local.

Disputa política sob tensão

A ação judicial atinge o general num momento decisivo. Higino Carneiro assumiu a intenção de disputar a liderança do partido contra João Lourenço, atual Presidente da República de Angola.

A equipa do pré-candidato assegurava já ter as assinaturas necessárias para avançar. O prazo para entregar o processo termina apenas em outubro de 2026, mas o caminho político sofre agora um forte obstáculo.

Histórico de investigações

O passado recente do general soma outras averiguações judiciais. Em maio, as autoridades questionaram Higino Carneiro sobre a compra irregular de viaturas durante o seu mandato no Governo Provincial de Luanda.

O antigo governador apontou logo o dedo a motivações políticas. Considerou a investigação judicial uma manobra calculada para travar a sua candidatura ao mais alto cargo do partido.

A PGR desvaloriza qualquer interferência política. A instituição garante atuar com base na estrita legalidade e na defesa do interesse público angolano.

O embate final pelo controlo do partido está marcado para o IX Congresso Ordinário do MPLA, agendado para dezembro de 2026.

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