Nigéria contabiliza pelo menos 20 mortos após ataque violento a centro médico
A Nigéria contabiliza pelo menos 20 mortos após um ataque armado a um centro médico. A invasão ocorreu na aldeia de Kawel, no estado de Plateau, durante a madrugada de domingo.

A Nigéria contabiliza pelo menos 20 mortos após um ataque armado a um centro médico. A invasão ocorreu na aldeia de Kawel, no estado de Plateau, durante a madrugada de domingo.
Homens armados cercaram a unidade de saúde local e dispararam indiscriminadamente. Profissionais de saúde e doentes em tratamento figuram entre as vítimas mortais da incursão.
Ação policial e balanço trágico
A polícia deslocou-se ao local assim que recebeu o alerta. O Comando do Estado enviou patrulhas e equipas da Unidade de Resposta a Crimes Violentos. Os agentes travaram um intenso tiroteio e forçaram os criminosos a recuar.
As autoridades policiais confirmaram 18 mortos no momento do ataque. Os serviços de socorro transportaram três feridos graves para o hospital, mas dois acabaram por não resistir aos ferimentos.
As famílias das vítimas recusaram a realização de autópsias e recolheram os corpos para funeral. No entanto, as fortes chuvas atrasaram as cerimónias fúnebres.
Relatos locais apontam para mais mortes
O número real de vítimas pode ser superior aos dados oficiais. Christopher Luka, líder comunitário na região de Bokkos, relatou a existência de 22 vítimas mortais. O dirigente visitou o hospital e descreveu um cenário de enorme violência, que não poupou mulheres e doentes indefesos.
Algumas fontes da Cruz Vermelha indicam que membros das forças de segurança também morreram durante os confrontos. O Governo de Plateau ainda não confirmou estas baixas.
O executivo regional condenou o massacre e classificou o episódio como um ato de violência sem sentido. As agências de segurança receberam ordens imediatas para intensificar as operações na área afetada.
Cenário de violência generalizada
A região central da Nigéria enfrenta ataques constantes. Gangues criminosos invadem comunidades com regularidade para realizar raptos em massa e exigir resgates avultados.
O país lida com múltiplas frentes de insegurança. O nordeste sofre com a violência do grupo terrorista Boko Haram e do Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP). Mais a noroeste, a milícia Lakurawa semeia o pânico nos estados de Kebbi e Sokoto.



























