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ECONOMIA

A queda histórica do iene força acordo de intervenção entre Japão e Estados Unidos

O espetro de uma nova injeção de capital paira sobre os mercados financeiros globais. A possibilidade ganha força após a moeda japonesa roçar os valores mais baixos das últimas quatro décadas face ao ...

A queda histórica do iene força acordo de intervenção entre Japão e Estados Unidos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Ameaça de intervenção trava queda histórica

O espetro de uma nova injeção de capital paira sobre os mercados financeiros globais. A possibilidade ganha força após a moeda japonesa roçar os valores mais baixos das últimas quatro décadas face ao dólar.

A resposta de Tóquio foi imediata. Os governos do Japão e dos Estados Unidos garantem estar prontos para agir nos mercados cambiais sempre que a situação o exigir.

Esta garantia partiu da ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, após conversações diretas com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. As negociações focaram-se na forte pressão vendedora sobre a divisa nipónica.

O peso da política monetária norte-americana

As perspetivas de aumento das taxas de juro nos Estados Unidos continuam a afastar os investidores da economia nipónica. O mercado reage com a venda massiva de ienes e a compra acelerada de dólares.

Esta dinâmica empurrou a cotação para a casa dos 161,9 ienes por dólar na noite de segunda-feira. O valor aproxima-se perigosamente do recorde negativo de 161,96 ienes, uma marca intocada há quase 40 anos.

Histórico aponta para ação iminente

A confirmação do diálogo entre Katayama e Bessent bastou para travar a sangria cambial. Logo na manhã seguinte, a moeda recuperou fôlego e estabilizou na fasquia dos 161 ienes por dólar.

Os operadores de mercado antecipam uma correção forçada, suportados pelo histórico recente de Tóquio. As autoridades japonesas mantêm tolerância zero perante ataques especulativos à sua moeda.

A última intervenção oficial aconteceu em maio. Nessa operação, o governo japonês desembolsou 11,73 biliões de ienes, cerca de 63,5 mil milhões de euros, para estancar a desvalorização persistente face à divisa dos Estados Unidos.

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