Montenegro acolhe cimeira europeia para travar influência russa nos Balcãs
A União Europeia quer garantir que a guerra na Ucrânia não ofusca a integração dos Balcãs Ocidentais. Os líderes europeus reúnem-se agora de forma extraordinária para provar que a região continua no t...

A União Europeia quer garantir que a guerra na Ucrânia não ofusca a integração dos Balcãs Ocidentais. Os líderes europeus reúnem-se agora de forma extraordinária para provar que a região continua no topo das prioridades comunitárias.
O périplo de António Costa e a resposta a Moscovo
António Costa, presidente do Conselho Europeu, assumiu a liderança deste esforço. O responsável português percorreu as seis capitais da região antes da cimeira para incentivar reformas políticas essenciais.
O recado estratégico tem um alvo claro. A Europa tenciona travar o avanço de atores externos, sobretudo da Rússia, garantindo que o alargamento transforma o bloco num verdadeiro peso-pesado geopolítico.
Montenegro e Albânia lideram a corrida europeia
A localidade costeira de Tivat acolhe este encontro de alto nível sob um forte dispositivo de segurança. O Montenegro celebra 20 anos de independência e surge como o candidato mais bem posicionado para entrar na União Europeia.
A Albânia segue logo atrás no pelotão. Os líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia e a alta representante Kaja Kallas, usam esta perspetiva de adesão para acelerar compromissos económicos e de defesa.
Alinhamento externo e os desafios da Sérvia
A prosperidade e a estabilidade partilhadas dominam a agenda da cimeira. Bruxelas exige que os parceiros balcânicos falem a uma só voz na política externa, mas enfrenta ainda resistências.
A Sérvia recusa aplicar o pacote de sanções europeias contra a Rússia. Este bloqueio obriga a diplomacia europeia a redobrar os esforços de alinhamento regional.
Para proteger a região contra ciberataques e ameaças híbridas, a União Europeia ativou parcerias de segurança com a Albânia e a Macedónia do Norte. O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz financia estas operações, promovendo a estabilidade num território crucial para o continente.



























