São Tomé e Príncipe encerra presidenciais com fraca adesão e boicotes
São Tomé e Príncipe encerrou as eleições presidenciais deste domingo com uma afluência às urnas muito abaixo das expectativas. As mais de 350 assembleias de voto fecharam às 18h00 locais, num dia marc...

São Tomé e Príncipe encerrou as eleições presidenciais deste domingo com uma afluência às urnas muito abaixo das expectativas. As mais de 350 assembleias de voto fecharam às 18h00 locais, num dia marcado pelo desinteresse do eleitorado e por dois boicotes diretos.
A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) destacou a fraca mobilização. Numa das maiores assembleias da capital, menos de um terço dos inscritos votou até ao meio da tarde. Delegados e observadores lamentaram a ausência das habituais filas de espera.
Boicotes a sul de São Tomé
As populações do Ilhéu das Rolas e da Praia Messias Alves recusaram participar no escrutínio. Estes dois boicotes evidenciaram a crispação política atual, embora a votação tenha decorrido de forma pacífica no resto do país.
Mais de 142 mil eleitores estavam registados para votar. A diáspora representou mais de 20 mil inscrições, com destaque para as 32 mesas instaladas em Portugal.
Ataques informáticos e notícias falsas
O processo eleitoral enfrentou ameaças digitais. A CEN registou uma tentativa de assalto informático à base de dados eleitoral.
O atual Presidente da República, Carlos Vila Nova, perdeu o controlo da sua página oficial no Facebook na sexta-feira devido a um ataque. A comissão eleitoral denunciou também a difusão de informações falsas por parte de alguns candidatos.
Disputa presidencial e votos nulos
O atual Presidente Carlos Vila Nova procurou a reeleição, enfrentando Nito Eugénio Tiny como principal adversário. Miques João avançou sem apoio partidário e com uma campanha quase inexistente.
Jorge Bom Jesus desistiu da corrida fora do prazo legal. O seu nome manteve-se nos boletins, mas a autoridade eleitoral contabilizará os votos neste candidato como nulos.
Várias missões internacionais acompanharam o processo. Observadores da União Europeia, União Africana e CPLP garantiram a monitorização do escrutínio em todo o território, incluindo a Região Autónoma do Príncipe.




























