São Tomé e Príncipe trava ataque informático durante eleições marcadas pela abstenção
A base de dados eleitorais de São Tomé e Príncipe sofreu um ataque informático na véspera das eleições presidenciais. A intervenção rápida dos técnicos travou a ameaça e garantiu a segurança de todo o...

A base de dados eleitorais de São Tomé e Príncipe sofreu um ataque informático na véspera das eleições presidenciais. A intervenção rápida dos técnicos travou a ameaça e garantiu a segurança de todo o processo de votação.
Ameaça neutralizada
A tentativa de invasão ocorreu às 23:00 de sábado. A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) desligou todos os sistemas de imediato para proteger a informação.
Jeudiger do Nascimento, presidente da CEN, confirmou a integridade total dos dados. A equipa técnica eliminou o problema e restabeleceu o funcionamento da plataforma no domingo à tarde.
Fraca adesão e boicotes
A afluência às urnas registou níveis muito baixos. Numa das maiores assembleias de voto da capital, menos de um terço dos 1.500 inscritos votou a três horas do fecho das urnas.
O processo eleitoral enfrentou ainda protestos no terreno. As secções de voto não abriram no Ilhéu das Rolas e na Praia de Messias Alves devido a boicotes populares.
Desinformação mancha processo
A disseminação de notícias falsas motivou fortes críticas da comissão eleitoral. O responsável máximo da CEN acusou os próprios candidatos de propagarem desinformação durante a campanha.
Esta atitude irresponsável, alertou a comissão, prejudica a credibilidade do escrutínio e afeta negativamente a imagem externa do país.
Disputa presidencial sob vigilância
Mais de 142 mil eleitores, incluindo a diáspora, foram chamados para escolher o próximo Presidente da República. Carlos Vila Nova, o atual chefe de Estado, procura a reeleição perante um leque de adversários sem grandes apoios partidários.
Jorge Bom Jesus, antigo primeiro-ministro, oficializou a desistência da corrida eleitoral fora do prazo legal. O seu nome mantém-se nos boletins, mas os votos na sua candidatura contam como nulos.
Várias missões internacionais acompanham a votação no país. Observadores da União Europeia, da União Africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) garantem a monitorização e transparência do sufrágio.




























