O crescimento da população imigrante pressiona o SNS mas não justifica toda a falta de médicos
O aumento drástico da população em Portugal obriga a uma reorganização urgente do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu os números oficiais e contabiliza ago...

O aumento drástico da população em Portugal obriga a uma reorganização urgente do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu os números oficiais e contabiliza agora mais de 11,4 milhões de residentes no país. Quase 1,6 milhões destas pessoas são cidadãos estrangeiros. Este fluxo migratório eleva a exigência sobre os hospitais e centros de saúde.
O impacto real nas unidades de saúde
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) assume que a imigração agrava a pressão nos serviços. Ainda assim, Xavier Barreto, presidente da estrutura, avisa que o aumento de utentes não justifica toda a falta de médicos de família. O responsável sublinha que a imigração ilegal tem um peso muito residual nesta sobrecarga diária.
Novas funções para os profissionais de saúde
Reter médicos no setor público e modernizar as infraestruturas são passos fundamentais. Contudo, a resposta imediata exige repensar o modelo de atendimento. Os médicos precisam de tempo para realizar novos diagnósticos e consultas prioritárias. Para libertar estes clínicos, outros profissionais devem assumir tarefas complementares.
Distribuição de competências
O sistema ganha eficiência se transferir o acompanhamento de doentes crónicos para os enfermeiros. As farmácias comunitárias também apresentam capacidade para assumir uma maior fatia de rastreios e administração de vacinas. Vários países europeus já aplicam estas estratégias com sucesso.
O desafio político e social
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu recentemente que o crescimento populacional brusco ofusca o esforço de contratação de médicos. A governante criticou ainda a entrada de imigrantes sem regras. A APAH lembra que os estrangeiros são essenciais à economia portuguesa e trabalham ativamente no país. O Estado tem, por isso, o dever de capacitar o SNS para assistir toda a população residente.





























