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SOCIEDADE

26 estradas mantêm-se encerradas após tempestades de inverno

A Infraestruturas de Portugal (IP) mantém 26 estradas encerradas à circulação após as tempestades que assolaram o país entre janeiro e fevereiro. Miguel Cruz, presidente da empresa, revelou os dados d...

26 estradas mantêm-se encerradas após tempestades de inverno
Panoramas — Imagem Ilustrativa

IP já resolveu 92% dos cortes na rede rodoviária nacional

A Infraestruturas de Portugal (IP) mantém 26 estradas encerradas à circulação após as tempestades que assolaram o país entre janeiro e fevereiro. Miguel Cruz, presidente da empresa, revelou os dados durante a reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, em Arganil.

Apesar do número ainda significativo, a IP conseguiu já resolver 92% das situações. A rede rodoviária nacional chegou a registar mais de 300 cortes totais de troços após a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta.

Lisboa concentra mais ocorrências

O distrito de Lisboa regista o maior número de estradas cortadas, com dez ocorrências. As vias afetadas incluem a EN8 no Cadaval, EN115 em Cadaval e Alenquer, EN8-2 na Lourinhã, EN9 e EN9-2 em Mafra, dois pontos da EN115 em Arruda dos Vinhos, EN248 em Vila Franca de Xira e EN248-2 no Sobral de Monte Agraço.

Em Coimbra, cinco estradas permanecem intransitáveis: ER2 em Penacova, EN347 em Penela, ex-IC3 em Penela, ER110 em Coimbra e EN342 em Arganil.

Reparações vão demorar pelo menos seis meses

Miguel Cruz admitiu que a maioria das intervenções não ficará concluída antes de seis meses. O responsável apontou constrangimentos no processo, nomeadamente a falta de capacidade de resposta dos projetistas.

"Estamos a ter dificuldades e os projetos estão a demorar um pouco mais de tempo do que gostaríamos", afirmou. Apesar de os empreiteiros ainda responderem à procura, poderão surgir problemas também nesta área.

As estradas cortadas apresentam principalmente instabilidade nas plataformas rodoviárias e deslizamentos de taludes. As obras incluem estabilização, contenção de taludes, melhoria da drenagem e reconstrução parcial ou integral das infraestruturas.

1.300 inspeções a pontes não detetaram problemas graves

Para além das reparações em curso, a IP realizou 1.300 inspeções extraordinárias a pontes e outras obras de arte. Miguel Cruz garantiu que não foram identificados problemas estruturais significativos.

Algumas inspeções aguardam ainda a disponibilidade de mergulhadores para trabalhos subaquáticos.

Corrida contra o tempo até 2026

O presidente da IP alertou para a intensificação dos eventos climáticos extremos. A empresa quer concluir a maioria das intervenções até dezembro de 2026, preparando as infraestruturas para futuros episódios de mau tempo.

As tempestades causaram 19 mortes em Portugal entre o final de janeiro e o início de março, mais de metade durante trabalhos de recuperação. Os prejuízos ascendem a milhares de milhões de euros, com destruição de habitações, empresas, quedas de árvores, cortes de eletricidade e comunicações.

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