Estados Unidos declaram fações criminosas brasileiras como terroristas e provocam crise diplomática
O Governo dos Estados Unidos oficializou a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão bloqueia todos os bens e interesses das d...

O Governo dos Estados Unidos oficializou a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão bloqueia todos os bens e interesses das duas maiores fações criminosas do Brasil em território norte-americano.
O documento, assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, descreve os membros destes grupos como ameaças diretas à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana. A medida legal baseia-se na secção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA.
Tensão sobre a soberania e sistema financeiro
A oficialização acende sinais de alerta no Palácio do Planalto. O Governo brasileiro receia que Washington tente realizar operações militares em território nacional para combater os grupos. As autoridades consideram esta possibilidade uma afronta direta à soberania do país.
O sistema de pagamentos PIX e os bancos nacionais também enfrentam riscos. O Executivo do Brasil admite preocupação face à incerteza sobre a aplicação de novas sanções económicas e medidas unilaterais por parte da administração norte-americana.
Crise política e troca de acusações
Washington avançou com a classificação apesar da oposição explícita das autoridades brasileiras. A decisão atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro, que levou a exigência à Casa Branca durante uma visita recente.
Lula da Silva demonstrou forte irritação com a interferência externa. O Presidente do Brasil criticou a influência da oposição em assuntos de Estado e rotulou Flávio Bolsonaro de "traidor da pátria".
Manutenção da cooperação técnica
O Estado brasileiro tenta agora focar-se no pragmatismo institucional. Robson Barreirinhas, chefe da autoridade tributária e aduaneira do Brasil, garante que a colaboração técnica avança, apesar dos ruídos políticos entre os dois governos.
Uma comitiva brasileira viaja este mês para os Estados Unidos para estabelecer uma parceria direta com a autoridade tributária norte-americana (IRS). O objetivo passa por agilizar a troca de informações confidenciais e rastrear o património mantido por cidadãos brasileiros fora do país.




























