O atol de Pratas regista novo confronto marítimo tenso entre a China e Taiwan
A tensão regressou ao mar do Sul da China. As guardas costeiras de Pequim e Taipé envolveram-se num novo incidente marítimo esta sexta-feira, junto ao atol de Pratas. O território, administrado por Ta...

A tensão regressou ao mar do Sul da China. As guardas costeiras de Pequim e Taipé envolveram-se num novo incidente marítimo esta sexta-feira, junto ao atol de Pratas. O território, administrado por Taiwan, é alvo de antigas reivindicações chinesas.
Manobra perigosa no mar
Tudo começou ao início da manhã. A Administração da Guarda Costeira de Taiwan (CGA) detetou o navio chinês 3501 a nordeste do atol. A embarcação taiwanesa aproximou-se de imediato para acompanhar a rota e navegar em paralelo.
A resposta chinesa agravou a situação. O navio de Pequim acelerou de cinco para nove nós e executou uma manobra brusca. A embarcação invadiu águas que Taiwan classifica como restritas, ignorando a segurança da patrulheira de Taipé. Os dois navios permaneceram frente a frente durante várias horas.
Alertas de Taipé pelo rádio
A guarda costeira de Taiwan emitiu vários avisos durante o impasse. Os operacionais alertaram a tripulação chinesa de que a entrada não autorizada ameaçava a ordem e a segurança daquela zona marítima.
Os guardas taiwaneses deixaram também um aviso global. Lembraram por rádio que a paz no Estreito de Taiwan garante a estabilidade da economia mundial e da indústria tecnológica. Alertaram ainda que um conflito traria pesadas sanções internacionais para a China.
Estratégia contínua de intimidação
Este confronto não é um caso isolado. O mesmo navio chinês protagonizou um incidente semelhante há menos de duas semanas, no final de maio.
A CGA acusa Pequim de assediar frequentemente as águas de Pratas, também conhecidas como Dongsha. A tática chinesa procura criar a ilusão de controlo jurisdicional sobre a zona marítima.
O atol assume enorme importância geográfica e comercial. Situa-se numa rota por onde circula um terço de todo o comércio marítimo mundial. No início do ano, o exército chinês já tinha provocado Taipé ao realizar manobras com drones no espaço aéreo de Pratas.


























