Portugueses contratam 881 milhões de euros em créditos ao consumo durante o mês de abril
As famílias em Portugal continuam a recorrer fortemente ao financiamento bancário. Em abril, o montante de novos créditos ao consumo alcançou os 881,1 milhões de euros. Os dados do Banco de Portugal c...

As famílias em Portugal continuam a recorrer fortemente ao financiamento bancário. Em abril, o montante de novos créditos ao consumo alcançou os 881,1 milhões de euros. Os dados do Banco de Portugal confirmam uma tendência clara de crescimento, com uma subida homóloga de 13,6%.
Os bancos celebraram mais de 146 mil novos contratos num único mês. Apesar de se registar uma ligeira descida face aos valores de março, a procura anual mantém um ritmo acelerado.
Cartões de crédito dominam volume de acordos
O crédito renovável assume o topo das preferências diárias. Esta categoria inclui os cartões de crédito e as facilidades de descoberto bancário. Em abril, gerou quase metade dos novos contratos no país, totalizando 69.555 operações.
Apesar do elevado número de pedidos, os montantes são reduzidos. O valor total fixou-se nos 117,2 milhões de euros, com um financiamento mediano de apenas mil euros por contrato.
Projetos pessoais e automóveis movimentam mais capital
A compra de automóveis motivou a assinatura de mais de 21 mil contratos de crédito. Os consumidores pediram emprestados cerca de 347 milhões de euros. Neste segmento, metade dos acordos ultrapassou os 13.958 euros.
O crédito pessoal também apresenta um peso expressivo na economia. O montante global disparou para 417 milhões de euros, distribuídos por novos empréstimos com um valor mediano de 5.000 euros.
O preço do dinheiro mantém-se elevado
O custo de cada financiamento varia drasticamente. O Banco de Portugal usa a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) para medir o impacto real no bolso dos consumidores.
O crédito renovável cobra os juros mais altos do mercado, com uma taxa média de 18,2%. Em alternativa, o crédito pessoal custa cerca de 11,9%, enquanto o financiamento automóvel oferece a taxa mais baixa, situada nos 10,6%.
Dívida global ultrapassa os 24 mil milhões
O acumular de empréstimos reflete-se no saldo total em dívida. No final de abril, o país contabilizava quase 6,5 milhões de contratos de financiamento ativos.
O valor global em falta aproxima-se dos 25 mil milhões de euros. O setor automóvel representa a maior fatia desta dívida, superando os 10 mil milhões de euros, seguido de perto pelo peso do crédito pessoal.




























