Gulbenkian recebe 270 obras que unem Rembrandt e Givenchy
O Museu Calouste Gulbenkian abre sábado uma exposição temporária que reúne 270 peças de arte e moda. A mostra inclui obras que atravessam séculos de história: desde o Antigo Egipto até ao século XX.

Do Antigo Egipto à Alta Costura chinesa
O Museu Calouste Gulbenkian abre sábado uma exposição temporária que reúne 270 peças de arte e moda. A mostra inclui obras que atravessam séculos de história: desde o Antigo Egipto até ao século XX.
Entre pinturas, gravuras, porcelanas, tapeçarias e vestuário, destaca-se a colaboração entre a coleção própria da Gulbenkian e empréstimos de colecionadores privados. O MUDE, o Museu do Traje de Madrid, os arquivos da Givenchy, a Fundação Azzedine Alaïa e a Maison Guo Pei cederam peças para esta exposição.
Seis criações chegaram diretamente da China. Algumas delas são apresentadas ao público europeu pela primeira vez.
Cinco anos de preparação
Eloy Martínez de la Pera Celada comissariou a mostra. O curador espanhol trabalhou durante cinco anos na preparação do projeto. O maior desafio foi encontrar 140 peças de Alta Costura capazes de dialogar com obras de mestres como Rubens, Carpaccio e artefactos egípcios.
"Tivemos de arranjar peças de Moda ao nível das obras de arte", explicou o comissário aos jornalistas. As criações de alta costura estão expostas lado a lado com pinturas e objetos históricos da coleção.
Homenagem a Calouste Gulbenkian
A exposição presta tributo ao fundador da coleção e à sua mulher, Nevarte Essayan. Ambos eram colecionadores de livros e revistas de moda. Algumas peças usadas por Nevarte Essayan integram a mostra.
A Galeria Principal do edifício sede acolhe a exposição enquanto a zona permanente está encerrada para obras. A reabertura está prevista para julho de 2025, quando a Fundação Calouste Gulbenkian celebra 70 anos de existência.
Moda como arte através dos tempos
A mostra defende que a Alta Costura sempre existiu na história da humanidade. Os desenhos nos sarcófagos egípcios, as representações de deusas gregas em vasos de cerâmica e os retratos renascentistas italianos do século XV mostram vestuário elaborado.
A exposição inicia-se com um vestido criado em 2006 pela designer chinesa Guo Pei. A peça foi confecionada com linho, seda, ouro, prata, metal, lantejoulas, cobre, cristais e strass. O manequim que o exibe usa uma máscara funerária egípcia de 300 a.C.
Este é o primeiro de vários diálogos estéticos, conceptuais e emocionais que a mostra propõe aos visitantes.



























