Seleção italiana garante regresso de Roberto Mancini para apagar crise
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou esta terça-feira uma mudança drástica na sua estrutura técnica. Roberto Mancini regressa ao cargo de selecionador nacional, fazendo equipa com Claudio ...

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou esta terça-feira uma mudança drástica na sua estrutura técnica. Roberto Mancini regressa ao cargo de selecionador nacional, fazendo equipa com Claudio Ranieri, o novo diretor técnico.
A apresentação oficial decorre na quarta-feira. Giovanni Malagò, presidente da FIGC, assume que precisava de uma visão partilhada para reerguer a equipa, após a desilusão de falhar o Campeonato do Mundo pela terceira vez consecutiva.
O fim de uma crise profunda
A escolha de Mancini encerra um período conturbado nos bastidores do futebol italiano. Gennaro Gattuso abandonou o comando técnico em abril, após uma derrota fatal frente à Bósnia e Herzegovina.
A sucessão tornou-se um autêntico quebra-cabeças. Pep Guardiola recusou o convite no início do mês. Andrea Pirlo, o grande favorito, viu a candidatura bloqueada devido a ligações a uma casa de apostas russa.
Este bloqueio gerou uma onda de choque. Paolo Maldini, então diretor técnico, e o consultor Leonardo apresentaram a demissão na segunda-feira.
O regresso do campeão europeu
Roberto Mancini, de 61 anos, conhece bem os cantos à casa. O técnico guiou os italianos à conquista do Campeonato da Europa em 2021. Na primeira passagem, entre 2018 e 2023, somou 58 jogos no banco da seleção.
O currículo do treinador impõe respeito. Conta com passagens por clubes como Inter de Milão, Fiorentina e Manchester City, onde venceu a Premier League na época 2011-12. Recentemente, orientou o Al-Sadd no Catar.
Nova era na direção técnica
Claudio Ranieri, de 74 anos, assume o lugar deixado vago por Maldini. O veterano, famoso por conduzir o Leicester City ao título inglês em 2016, vai supervisionar o desenvolvimento do futebol de elite transalpino.
A nomeação visa estabilizar a estrutura. Malagò sublinhou a necessidade de ter alguém com peso para partilhar a responsabilidade das decisões técnicas e traçar um rumo vitorioso.



























