Despesas diárias levam famílias portuguesas a acumular seis créditos em média
O custo de vida crescente está a forçar os portugueses a pedir dinheiro emprestado para suportar as despesas básicas do dia a dia. Até ao início de junho deste ano, cada agregado familiar sobre-endivi...

O custo de vida crescente está a forçar os portugueses a pedir dinheiro emprestado para suportar as despesas básicas do dia a dia. Até ao início de junho deste ano, cada agregado familiar sobre-endividado acumulava, em média, seis créditos ativos. Este número representa um aumento face aos cinco empréstimos registados no mesmo período do ano passado.
O peso da inflação nos salários
A instabilidade global, agravada por conflitos como a guerra no Médio Oriente, juntou-se à subida das taxas de juro e à escalada constante dos preços. O resultado é direto: os salários já não chegam para cobrir as necessidades mensais. Sem alternativas imediatas, o recurso ao crédito torna-se a única via para muitas famílias garantirem a sobrevivência até ao final do mês.
Perfil dos mais vulneráveis
Apesar de o sobre-endividamento ser um problema transversal a toda a sociedade, há grupos a sofrer um impacto maior. Os dados revelam que os trabalhadores por conta de outrem no setor privado apresentam um risco elevado. Simultaneamente, pessoas solteiras e agregados unipessoais enfrentam dificuldades acrescidas para absorver os choques financeiros da economia atual.
DECO exige regras rigorosas
A Associação para a Defesa dos Consumidores (DECO) alerta para o perigo extremo desta escalada de dívida. A organização exige uma mudança urgente nas políticas das instituições financeiras. Para a DECO, o rigor e os critérios estritos aplicados atualmente na aprovação de créditos à habitação devem ser alargados a todas as tipologias de financiamento, travando assim o descontrolo financeiro das famílias.



























