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ECONOMIA

Estados Unidos enfrentam abrandamento económico a poucos meses das eleições intercalares

A economia norte-americana mostra sinais de fadiga a menos de cem dias das eleições intercalares. Os dados oficiais contrariam a retórica de sucesso do presidente Donald Trump, revelando uma queda no ...

Estados Unidos enfrentam abrandamento económico a poucos meses das eleições intercalares
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A economia norte-americana mostra sinais de fadiga a menos de cem dias das eleições intercalares. Os dados oficiais contrariam a retórica de sucesso do presidente Donald Trump, revelando uma queda no crescimento e um aumento nos pedidos de apoio social.

Produto Interno Bruto em travagem

O crescimento da economia dos Estados Unidos fixou-se nos 1,5 por cento no segundo trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior. O valor confirma um abrandamento evidente em relação aos 2,1 por cento registados nos primeiros três meses do ano.

A subida em cadeia limitou-se a um modesto avanço de quatro décimas. O Bureau of Economic Analysis justifica este cenário com um equilíbrio frágil. O aumento do consumo privado, das exportações e do investimento compensou a queda na despesa pública e a subida das importações.

Mercado de trabalho e preços pressionam famílias

O desemprego começa a dar sinais de alerta. Os pedidos de subsídio nos Estados Unidos subiram para 197 mil na última semana de julho, um aumento de nove mil face aos dias anteriores. Este indicador soma-se aos 1,78 milhões de cidadãos que mantêm o apoio financeiro estatal.

A inflação continua a pesar no orçamento das famílias. O índice de preços associado às despesas de consumo pessoal aumentou 3,7 por cento em junho. Se excluirmos a energia e os bens alimentares, a taxa homóloga fixa-se nos 3,3 por cento. O custo de vida assume agora o topo das preocupações dos eleitores norte-americanos.

Otimismo presidencial ignora dados oficiais

Donald Trump mantém um discurso focado em vitórias, distante das estatísticas governamentais. Durante um comício no Michigan, o presidente exaltou o desempenho do país perante os apoiantes. "A América está a vencer como nunca", afirmou, elogiando uma suposta queda da inflação e a abertura recorde de fábricas.

As opções políticas do segundo mandato deixam marcas profundas. O conflito militar com o Irão disparou o preço do petróleo e comprometeu o abastecimento global. A imposição de novas tarifas comerciais e o cerco à imigração completam o atual cenário de instabilidade.

Na reta final para as urnas, o presidente recorre a acusações polémicas. Trump declarou de forma errada que os democratas planeiam cobrar 80 por cento de impostos aos cidadãos. Reivindicou ainda uma descida irreal de 71 por cento no défice comercial norte-americano, ofuscando a verdadeira redução de 0,2 por cento apurada em 2025.

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