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ECONOMIA

Euribor dispara em todos os prazos e atinge novos máximos de mais de um ano

As famílias portuguesas com crédito à habitação enfrentam um novo agravamento das prestações. As taxas Euribor registaram hoje subidas expressivas nos principais prazos.

Euribor dispara em todos os prazos e atinge novos máximos de mais de um ano
Panoramas — Imagem Ilustrativa

As famílias portuguesas com crédito à habitação enfrentam um novo agravamento das prestações. As taxas Euribor registaram hoje subidas expressivas nos principais prazos.

Os indexantes a três e a seis meses atingiram os valores mais elevados em mais de um ano, refletindo as recentes decisões de política monetária na Zona Euro.

A escalada da taxa a seis meses

A Euribor a seis meses é atualmente a mais utilizada nos créditos em Portugal. Esta taxa avançou 0,063 pontos face à sessão anterior e fixou-se nos 2,717%.

Dados do Banco de Portugal confirmam a importância deste prazo. Representa quase 40% do total de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável no país.

Subidas nos restantes prazos

O cenário repete-se nos outros indexantes. A taxa a 12 meses, a segunda mais comum em Portugal, avançou 0,091 pontos e fixou-se nos 2,916%.

Já a Euribor a três meses subiu para os 2,490%. Representa um aumento de 0,038 pontos face à última sessão e marca um novo máximo desde o ano passado.

O impacto do Banco Central Europeu

Este movimento ascendente reflete a recente postura do Banco Central Europeu (BCE). A instituição subiu as taxas diretoras em 0,25 pontos percentuais no início de junho.

Foi o primeiro aumento desde setembro de 2023. O mercado aguarda agora a próxima reunião de política monetária, agendada para os dias 22 e 23 de julho.

Balanço mensal e perspetivas

A tendência diária segue o comportamento registado ao longo de junho. As médias mensais da Euribor já tinham mostrado subidas nos prazos mais curtos.

O indexante europeu resulta da média das taxas praticadas por 21 grandes bancos da Zona Euro. As atuais flutuações mostram que o custo do dinheiro continua a pressionar os orçamentos familiares.

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