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POLITICA

Luís Montenegro garante que o Governo vai manter a aposta no risco apesar das falhas pontuais

A gestão política vai continuar a pautar-se pela ousadia, assegurou Luís Montenegro. O primeiro-ministro defende que Portugal precisa de perder o medo de falhar para conseguir avançar.

Luís Montenegro garante que o Governo vai manter a aposta no risco apesar das falhas pontuais
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A gestão política vai continuar a pautar-se pela ousadia, assegurou Luís Montenegro. O primeiro-ministro defende que Portugal precisa de perder o medo de falhar para conseguir avançar.

A declaração decorreu durante o 1.º Encontro Ciência e Inovação 2026, no Centro de Congressos de Lisboa. Sem mencionar diretamente os problemas nas correções digitais dos exames do secundário, o líder do Executivo usou o método científico como metáfora para a sua atual estratégia governativa.

Protestos marcam chegada de Montenegro

Antes das declarações oficiais, o cenário exterior espelhou o descontentamento do setor. Dezenas de investigadores científicos manifestaram-se contra a precariedade laboral à entrada do recinto.

Profissionais com vínculos precários há duas décadas conseguiram transmitir as suas queixas diretamente ao chefe do Governo. Exigiram respostas para a falta de financiamento orçamental na ciência. Luís Montenegro escutou as preocupações, mas evitou prestar declarações à comunicação social.

Risco como motor político

No púlpito, e na presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, Montenegro justificou as opções da atual legislatura. O primeiro-ministro destacou que investigar obriga a arriscar e a inovar.

As políticas do Executivo procuram adequar-se à realidade nacional, mesmo sem consenso geral. O líder do Governo sublinhou a obrigação moral de dar o exemplo à sociedade civil, admitindo avançar perante a possibilidade de eventuais percalços.

Investimento no Estado afasta eleitoralismo

Aproveitando a intervenção de cerca de meia hora, Montenegro rejeitou as críticas sobre a recente aproximação à administração pública.

O primeiro-ministro negou categoricamente qualquer intenção de cativar votos. Assegurou que a valorização dos funcionários do Estado visa exclusivamente melhorar a qualidade do serviço entregue aos cidadãos e ao tecido empresarial português.

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