Rio Mondego gera nova polémica com Quercus a exigir o fim da barragem de Girabolhos
A associação ambientalista Quercus quer impedir o avanço do concurso público para a nova barragem de Girabolhos. A organização lançou um desafio direto ao Governo para cancelar a obra no rio Mondego, ...

A associação ambientalista Quercus quer impedir o avanço do concurso público para a nova barragem de Girabolhos. A organização lançou um desafio direto ao Governo para cancelar a obra no rio Mondego, localizada entre Seia e Nelas.
Para os ecologistas, apostar em grandes infraestruturas hidráulicas ignora as verdadeiras causas das cheias. A medida apenas adia as reformas estruturais que o país necessita com urgência.
Decisão governamental avança em Gouveia
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, oficializa hoje a abertura do concurso público. O anúncio decorre na Câmara Municipal de Gouveia e inclui uma visita aos terrenos da futura barragem.
A infraestrutura integra o programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). O Governo destinou 740 milhões de euros para financiar este projeto e outras três barragens.
Passado polémico e milhões na gaveta
O projeto de Girabolhos não é uma novidade. Um Governo socialista já tinha previsto a sua construção em 2016, mas acabou por recuar e cancelar a iniciativa.
A Quercus questiona agora o destino de 36 milhões de euros previstos no Plano de Ação Mondego Mais Seguro. O Conselho de Ministros aprovou este documento para travar riscos após as inundações de 2019, mas o plano permaneceu três anos sem execução.
Soluções sustentáveis para o território
Os ambientalistas defendem uma gestão responsável e integrada. A bacia do Mondego precisa de planeamento territorial rigoroso e de uma verdadeira recuperação ecológica.
A organização aponta a modernização do sistema hidroagrícola do Baixo Mondego como a verdadeira prioridade. Reduzir as perdas de água, adaptar o uso do solo às alterações climáticas e restaurar zonas de inundação natural representam medidas vitais.
A Quercus exige um novo debate público. A associação pede avaliações ambientais atualizadas e estudos científicos independentes para medir o real impacto económico e ecológico antes de avançar com as máquinas.


























