Kuwait sob fogo iraniano enquanto novo bloqueio americano paralisa o Golfo Pérsico
A escalada militar entre os Estados Unidos e o Irão ameaça paralisar o Médio Oriente e o comércio mundial. O colapso das vias diplomáticas trouxe a guerra de volta às águas do estreito de Ormuz.

A escalada militar entre os Estados Unidos e o Irão ameaça paralisar o Médio Oriente e o comércio mundial. O colapso das vias diplomáticas trouxe a guerra de volta às águas do estreito de Ormuz.
Fogo cruzado atinge o Kuwait
As forças armadas kuwaitianas intercetaram cerca de 40 mísseis e drones disparados pelo Irão. O ataque atingiu um navio de guerra e feriu quatro soldados.
O Ministério da Defesa do emirado confirmou danos em várias infraestruturas civis e militares. Os feridos já recebem tratamento médico.
A Guarda Revolucionária Islâmica alargou a ofensiva e atacou também instalações norte-americanas no Bahrein.
Ofensiva americana e quebra de acordos
Os Estados Unidos retomaram o bloqueio aos portos iranianos. A operação militar incluiu bombardeamentos intensos em Bandar Abbas, Qeshm e na zona de Bushehr, onde opera a única central nuclear do Irão.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, acusou Washington de rasgar os compromissos assumidos. O novo bloqueio ameaça destruir o memorando de entendimento assinado em abril.
Donald Trump recuou na aplicação de tarifas aos navios no estreito de Ormuz. O Presidente norte-americano mantém a pressão máxima para forçar Teerão a aceitar um novo acordo e abrir as rotas de navegação.
Petróleo dispara e comércio afunda
A paralisia no estreito de Ormuz provocou uma subida superior a 9% no preço do petróleo Brent. O mercado abrandou apenas após as declarações de Trump sobre possíveis negociações.
Vários petroleiros sofreram ataques na região. A Organização Marítima Internacional confirmou pelo menos dois mortos e vários feridos.
O tráfego comercial colapsou. Apenas sete navios de carga cruzaram o estreito na segunda-feira.
A ONU alerta para uma crise humanitária iminente. O bloqueio desta rota vital compromete o abastecimento global de alimentos e medicamentos, e afeta milhões de pessoas.




























