O surto de Ébola na República Democrática do Congo agrava-se ao fim de dois meses
A República Democrática do Congo regista um aumento preocupante de casos de Ébola. As autoridades locais enfrentam enormes obstáculos após 60 dias de combate contínuo contra esta doença viral, conheci...

A República Democrática do Congo regista um aumento preocupante de casos de Ébola. As autoridades locais enfrentam enormes obstáculos após 60 dias de combate contínuo contra esta doença viral, conhecida pela sua elevada taxa de mortalidade.
O impacto desta crise ultrapassa a perda de vidas humanas. A pressão contínua ameaça colapsar o sistema de saúde, enquanto o pânico força a deslocação de populações inteiras e gera graves danos económicos na região.
Formas de transmissão do vírus
O Ébola não viaja pelo ar. O contágio exige sempre o contacto direto com fluidos corporais.
As pessoas infetam-se ao tocar no sangue, saliva ou outras secreções de doentes. O contacto com objetos contaminados, como roupas, lençóis e material médico, apresenta um risco igualmente elevado.
O manuseamento de cadáveres de vítimas do vírus constitui uma das principais fontes de propagação. A doença também passa de animais para humanos, através do contacto com morcegos frugívoros e primatas.
Sintomas e evolução clínica
O doente apenas transmite o vírus quando começa a apresentar sinais visíveis da infeção. O quadro inicial manifesta-se através de febre alta, dores de cabeça, dores musculares e uma fraqueza profunda.
O estado de saúde agrava-se rapidamente com episódios de vómitos e diarreia. Nos cenários mais críticos, ocorrem hemorragias internas e externas severas que conduzem rapidamente à falência de múltiplos órgãos.





























