Luanda acolhe cimeira da ONU com forte apelo global para o fim das guerras
A capital angolana prepara-se para aprovar a Declaração de Luanda, um documento que exige às grandes potências mundiais a preservação da vida humana e o fim dos conflitos armados. Esta posição de impa...

A capital angolana prepara-se para aprovar a Declaração de Luanda, um documento que exige às grandes potências mundiais a preservação da vida humana e o fim dos conflitos armados. Esta posição de impacto marca o encerramento da 3.ª edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, que decorre quinta e sexta-feira.
O exemplo angolano na pacificação
Miguel Moratinos, subsecretário-geral da ONU, reuniu-se com o Presidente João Lourenço e elogiou o percurso de Angola. O país, após décadas de guerra civil, transformou-se num símbolo de progresso e num ator fundamental na mediação de crises regionais.
O representante das Nações Unidas sublinhou que a atual conjuntura global exige mensagens claras contra a proliferação de armas. A liderança angolana prova que o diálogo constante é o caminho seguro para estabilizar nações divididas.
A ameaça dos mercenários em África
A agenda da cimeira dedica atenção prioritária a ameaças reais e contemporâneas. Dionísio da Fonseca, ministro de Estado e chefe da Casa Civil, apontou o recrutamento de mercenários como um fator severo de desestabilização. Estes grupos armados provocam alterações inconstitucionais de regimes e destroem a coesão social, especialmente no continente africano.
O programa reserva ainda espaço para debater a prevenção de conflitos através da base da sociedade. As mulheres, os jovens e os líderes religiosos assumem o protagonismo na construção de comunidades mais pacíficas e tolerantes.
De Guernica a Luanda
A iniciativa da ONU carrega um enorme simbolismo histórico. Os encontros anteriores aconteceram em cidades outrora devastadas pela guerra: Guernica, bombardeada em 1937, e Sarajevo, que sofreu um longo cerco na década de 1990.
Agora, o evento em solo angolano inicia-se com uma homenagem às vítimas do processo de pacificação nacional. Chefes de Estado de vários países africanos juntam-se às Nações Unidas e à União Africana num esforço partilhado para garantir o respeito pelo direito internacional.





























