O Seixal prepara-se para receber a nova fábrica de 200 milhões de euros da Hovione
A partir de setembro de 2027, o concelho do Seixal será a nova casa do grupo farmacêutico Hovione. A empresa portuguesa confirmou um investimento de 200 milhões de euros para erguer um novo complexo i...

A partir de setembro de 2027, o concelho do Seixal será a nova casa do grupo farmacêutico Hovione. A empresa portuguesa confirmou um investimento de 200 milhões de euros para erguer um novo complexo industrial na margem sul do Tejo. O projeto é financiado inteiramente por capitais próprios.
Fim de linha em Loures dita expansão a sul
A decisão de avançar para o Seixal surge após o atual polo de Loures atingir o limite físico. O grupo inaugurou hoje uma nova linha de produção de comprimidos neste espaço, encerrando um ciclo de investimento de 40 milhões de euros.
Esta última obra em Loures cria 50 postos de trabalho altamente qualificados. O complexo emprega agora cerca de 1250 pessoas e consolida-se como o principal centro tecnológico da rede global da farmacêutica.
Estratégia desenhada para meio século
A dimensão da empresa e as regras atuais impedem o acesso imediato a fundos comunitários para a nova infraestrutura. Os líderes da Hovione explicaram que a urgência médica dita o ritmo dos trabalhos. Os doentes não podem esperar por eventuais apoios a partir de 2028.
A proximidade ao aeroporto de Lisboa e ao polo de Investigação e Desenvolvimento no Lumiar justificam a aposta no Seixal. O terreno escolhido garante um acesso fácil a talento de ambas as margens do rio. Os responsáveis sublinham que este complexo está projetado para operar durante as próximas cinco décadas.
Exportações diretas para o mercado norte-americano
A farmacêutica portuguesa trabalha com 19 das 20 maiores empresas do setor a nível mundial. Grande parte dos medicamentos produzidos destina-se aos Estados Unidos da América. A agência norte-americana FDA aprova um medicamento com produção da Hovione a cada dez novas autorizações.
Durante o evento em Loures, o ministro da Economia destacou o valor estratégico da empresa para o país. Numa fase em que a Europa procura mitigar falhas nas cadeias de abastecimento na área da saúde, a farmacêutica lusa reforça a sua posição de liderança nos mercados internacionais.





























