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PORTUGAL

Portugal recebe até setembro a maior retrospetiva da cineasta Agnès Varda

O público português pode assistir a 35 filmes de Agnès Varda em cópias digitais restauradas. A exibidora Medeia Filmes organiza esta extensa celebração da autora francesa. O programa abrange ficção e ...

Portugal recebe até setembro a maior retrospetiva da cineasta Agnès Varda
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O público português pode assistir a 35 filmes de Agnès Varda em cópias digitais restauradas. A exibidora Medeia Filmes organiza esta extensa celebração da autora francesa. O programa abrange ficção e documentário, com 20 longas e 15 curtas-metragens.

Um roteiro pelo país

O ciclo de cinema arranca a 30 de maio no Cinema Nimas, em Lisboa. A partir de 1 de agosto, as obras viajam para o Porto, ocupando os ecrãs do Cinema Trindade e do Teatro Campo Alegre.

As sessões estendem-se a outras salas culturais do país. Os espetadores podem ver os filmes no Theatro Circo em Braga, no Cinema Charlot em Setúbal, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz e no Teatro Académico Gil Vicente em Coimbra.

A relação especial com o território nacional

Agnès Varda cultivou uma ligação estreita com Portugal. Nos anos 1950, visitou o país como fotógrafa. Captou imagens marcantes na Póvoa de Varzim, destacando-se a icónica fotografia de uma jovem vestida de preto a caminhar descalça.

Ao longo das décadas, a realizadora regressou para apresentar o seu trabalho. A Cinemateca Portuguesa acolheu retrospetivas em 1993 e 2009. A autora recebeu também um doutoramento 'honoris causa' pela Universidade Lusófona do Porto em 2016.

O legado cinematográfico

A artista visual moldou a história da sétima arte. Considerada a pioneira da Nouvelle Vague, estreou-se em 1954 com "La Pointe-Courte" e ganhou destaque global com "Cléo de 5 à 7" em 1962.

Durante seis décadas, criou uma filmografia ímpar. Obras como "Sem Eira Nem Beira" e "Os respigadores e a respigadora" garantiram-lhe os prémios máximos em Cannes, Locarno e nos Óscares. Agnès Varda faleceu em 2019, aos 90 anos, mas a sua forma generosa e inquieta de filmar continua a influenciar novos criadores.

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