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Moçambique negoceia prolongamento da missão militar europeia por dois anos

Moçambique quer manter a missão militar da União Europeia no território nacional durante mais dois anos. O objetivo central passa por travar o terrorismo na província de Cabo Delgado e assegurar a est...

Moçambique negoceia prolongamento da missão militar europeia por dois anos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Moçambique quer manter a missão militar da União Europeia no território nacional durante mais dois anos. O objetivo central passa por travar o terrorismo na província de Cabo Delgado e assegurar a estabilidade necessária para os megaprojetos de gás natural.

A caminho de uma visita oficial a Lisboa, o líder moçambicano confirmou a abertura de negociações para prolongar o apoio europeu. A atual missão de assistência militar (EUMAM MOZ) termina no final deste ano, após uma prorrogação de seis meses aprovada em maio.

Proteção das reservas de gás

A insurgência armada em Cabo Delgado afeta uma zona estratégica para a economia global. A pacificação da região protege investimentos na ordem dos 26,3 mil milhões de euros, conduzidos por gigantes do setor energético como a francesa TotalEnergies e a italiana Eni.

Daniel Chapo avisa que os projetos de gás natural ultrapassam os interesses nacionais e beneficiam diretamente a própria União Europeia. O responsável defende uma frente unida contra o terrorismo, frisando que nenhuma nação cresce sem segurança e paz garantidas.

Liderança portuguesa no terreno

Portugal assume um papel central nesta estratégia de defesa e capacitação. O Estado português liderou a anterior missão de formação (EUTM-MOZ) entre 2022 e 2024, e mantém hoje o comando da atual EUMAM MOZ.

O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz já injetou 89 milhões de euros no país africano. Este financiamento permitiu adquirir equipamento não letal e suportar a logística de 11 companhias de Reação Rápida das forças moçambicanas.

Moçambique elogia a solidariedade e a proximidade dos parceiros europeus desde os primeiros ataques em 2017. A cooperação histórica com Portugal na área militar surge como um pilar fundamental para restabelecer a segurança e impulsionar o desenvolvimento local e internacional.

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