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ECONOMIA

Moçambique aponta para setembro a decisão sobre o maior investimento privado em África

O continente africano prepara-se para receber um investimento privado sem precedentes. O Governo moçambicano prevê assinar a decisão final de investimento com a petrolífera norte-americana ExxonMobil ...

Moçambique aponta para setembro a decisão sobre o maior investimento privado em África
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O continente africano prepara-se para receber um investimento privado sem precedentes. O Governo moçambicano prevê assinar a decisão final de investimento com a petrolífera norte-americana ExxonMobil até setembro de 2026. O acordo envolve cerca de 17,5 mil milhões de euros.

O Presidente da República de Moçambique confirmou o avanço das negociações antes de iniciar uma visita oficial a Lisboa. Este megaprojeto de Gás Natural Liquefeito (GNL) vai transformar a região de Cabo Delgado num dos principais polos energéticos mundiais.

O peso do projeto Rovuma LNG

A ExxonMobil lidera a exploração na Área 4 da bacia do Rovuma. A empresa prevê produzir 18 milhões de toneladas anuais de GNL. A estratégia inclui a partilha de infraestruturas com a TotalEnergies, otimizando os recursos operacionais no terreno.

A petrolífera levantou a declaração de força maior em novembro do ano passado. Este passo desbloqueou o caminho para a decisão final. A empresa suspendeu as operações em 2021 devido aos ataques armados na região norte do país.

Retoma da estabilidade no norte

A segurança regressou à zona de Afungi. A TotalEnergies retomou a construção do seu megaprojeto no início do ano, após quase cinco anos de interrupção. O consórcio francês estima iniciar as entregas de gás em 2029, com uma capacidade de 13 milhões de toneladas anuais.

Três gigantes energéticos no mar

O país concentra agora três grandes blocos de exploração ao largo da costa. Para além da ExxonMobil e da TotalEnergies, a italiana Eni também opera nas reservas da bacia do Rovuma.

A Eni extrai gás desde 2022 através da plataforma flutuante Coral Sul. A empresa vai duplicar a produção até 2028 com a instalação da plataforma Coral Norte. Esta expansão representa uma injeção adicional de 6,2 mil milhões de euros na economia.

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