Exército colombiano resgata 39 civis raptados pelo ELN em operação mortal
As forças armadas da Colômbia libertaram 39 civis retidos pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). A operação de resgate ocorreu na região noroeste de Chocó e culminou na morte de dois soldados.

As forças armadas da Colômbia libertaram 39 civis retidos pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). A operação de resgate ocorreu na região noroeste de Chocó e culminou na morte de dois soldados.
Os militares intercetaram os guerrilheiros para salvar as vítimas, que viajavam num autocarro. Durante o confronto, os rebeldes acionaram um engenho explosivo. A deflagração matou dois militares e feriu outros cinco.
Tensão fronteiriça e rotas de financiamento
Imagens partilhadas pelos meios de comunicação locais revelam uma intensa troca de tiros no local do rapto. A província de Chocó, situada junto à fronteira com o Panamá, representa uma zona estratégica para o ELN.
A guerrilha financia as suas operações através da extração mineira ilegal e do narcotráfico nesta faixa costeira do Pacífico.
Este resgate ganha especial relevância no atual cenário de transição política. Abelardo de la Espriella, o presidente eleito, venceu as eleições com a promessa de combater as forças insurgentes de forma implacável.
O futuro líder planeia autorizar bombardeamentos maciços contra os grupos armados que operam no território nacional.
O colapso definitivo dos acordos de paz
A organização guerrilheira mais antiga do continente americano continua a expandir as suas fileiras. Dados recentes indicam que o ELN reuniu 6.810 combatentes em 2025, um crescimento de 9% face ao ano anterior.
Gustavo Petro, o atual chefe de Estado e antigo guerrilheiro, procurou negociar a paz com o grupo no início do seu mandato. O processo fracassou de forma definitiva em janeiro de 2025.
Confrontos violentos entre o ELN e fações dissidentes das FARC na região de Catatumbo destruíram qualquer hipótese de diálogo. Estes embates provocaram mais de cem mortos e forçaram a deslocação de dezenas de milhares de habitantes.
Ativo desde 1964, o grupo recusou assinar o histórico acordo de pacificação de 2016. Além de dominar o noroeste do país, a organização mantém grande influência nas zonas nordeste e sudoeste da Colômbia.





























