Líder do BCP aprova redução da taxa de esforço no crédito à habitação
Miguel Maya, presidente executivo do Banco Comercial Português (BCP), vê com bons olhos a possível descida da taxa de esforço exigida pelo Banco de Portugal nos novos empréstimos para compra de casa. ...

Miguel Maya, presidente executivo do Banco Comercial Português (BCP), vê com bons olhos a possível descida da taxa de esforço exigida pelo Banco de Portugal nos novos empréstimos para compra de casa. O gestor encara esta alteração como uma medida de prudência e proteção.
A intenção é assegurar que as famílias preservam uma folga financeira. Desta forma, conseguem manter um orçamento familiar equilibrado perante a atual incerteza económica.
O impacto da crise internacional
Apesar do agravar das tensões no Médio Oriente, o CEO do BCP afasta um cenário de alarme. Miguel Maya não prevê um aumento expressivo no incumprimento bancário por parte das famílias portuguesas.
Inflação e garantias públicas
Durante a entrevista ao programa "Conversa Capital", da Antena 1 e do Jornal de Negócios, o responsável assumiu que a inflação já é um motivo de forte preocupação. Contudo, garante que não vai faltar crédito para impulsionar a economia.
O líder bancário aproveitou para defender a continuidade da garantia pública no crédito à habitação. Considera este apoio um instrumento válido e necessário para o mercado imobiliário.
Decisões sem consenso na lei laboral
As alterações à legislação laboral também mereceram destaque. Miguel Maya lamenta a falta de um acordo na Concertação Social sobre esta matéria sensível para as empresas.
Ainda assim, deixa uma reflexão clara sobre as exigências da governação. Recorda que quem lidera precisa, frequentemente, de avançar com decisões firmes baseadas em convicções, mesmo quando o consenso se revela impossível.





























