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ECONOMIA

Lisboa fecha 2025 com lucro de 63,2 milhões após ano de prejuízo

A Câmara Municipal de Lisboa registou um lucro de 63,2 milhões de euros em 2025, revertendo o prejuízo de 9,9 milhões do ano anterior. A melhoria representa uma diferença de 73,1 milhões de euros entr...

Lisboa fecha 2025 com lucro de 63,2 milhões após ano de prejuízo
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Município inverte resultados financeiros com melhoria de 73 milhões

A Câmara Municipal de Lisboa registou um lucro de 63,2 milhões de euros em 2025, revertendo o prejuízo de 9,9 milhões do ano anterior. A melhoria representa uma diferença de 73,1 milhões de euros entre os dois exercícios.

A Assembleia Municipal aprovou as contas com votação dividida: PSD, IL, CDS-PP e Chega votaram a favor, enquanto PS e Livre se abstiveram. PAN, BE, PEV e PCP rejeitaram a proposta.

Receita cresce mais do que despesa

O vice-presidente Gonçalo Reis (PSD), responsável pelas Finanças, classificou os resultados como "fracamente positivos". A receita cobrada atingiu 1.286,2 milhões de euros (execução de 95,9%), enquanto a despesa ficou em 1.143,9 milhões.

"O crescimento da receita acima do crescimento da despesa permite a sustentabilidade", defendeu Gonçalo Reis. O autarca sublinhou que contas equilibradas criam condições para aumentar o investimento municipal.

Dívida aumenta mas mantém-se controlada

A dívida total subiu para 427,1 milhões de euros, mais 105,2 milhões face a 2024. O rácio dívida/receita passou de 39% para 49%. Apesar do aumento, o montante permanece abaixo da média da receita corrente líquida dos últimos três anos (869,1 milhões).

Oposição critica execução e prioridades

O PCP acusou a liderança de "incapacidade persistente de transformar recursos em respostas", criticando ainda a renúncia a receitas de IRS.

O PS alertou para a "queda significativa do investimento" e atrasos na transferência de verbas para juntas de freguesia no programa BIP/ZIP. Os socialistas avisaram que associações correm risco de fechar e trabalhadores podem ser despedidos.

O Livre lamentou a ausência de "verdadeira estratégia de investimento" em áreas prioritárias.

Parceiros exigem mais ambição

O Chega, que votou a favor, mostrou preocupação com o financiamento à Web Summit e isenções fiscais a festivais como Rock in Rio e Kalorama. A IL, parceira de governo, afirmou que "contas certas por si só não bastam" e exigiu maior execução do investimento.

O CDS-PP considerou que "as contas vão num bom sentido".

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