Gaza no centro de um novo acordo de paz sob forte desconfiança de Israel
Gaza encontra-se no centro de um novo acordo de paz impulsionado por Donald Trump, mas a liderança israelita mantém fortes dúvidas sobre a entrega de armas por parte do Hamas. Danny Danon, embaixador ...

Gaza encontra-se no centro de um novo acordo de paz impulsionado por Donald Trump, mas a liderança israelita mantém fortes dúvidas sobre a entrega de armas por parte do Hamas. Danny Danon, embaixador de Israel na ONU, confirmou o compromisso do país com a iniciativa norte-americana, embora exija cautela máxima.
Ceticismo face às intenções do Hamas
Israel recusa confiar cegamente nas promessas do grupo palestiniano. Danny Danon explicou à CNN que o país precisa de monitorizar ações concretas no terreno. O diplomata rejeita as declarações de intenções que não resultem em factos visíveis.
Os serviços de informações de Telavive suspeitam que o Hamas planeia apenas transferir o seu arsenal entre diferentes abrigos. Danon avisa que o verdadeiro desarmamento implica a remoção absoluta de todo o armamento do território.
O grupo palestiniano exige a retirada das tropas israelitas para a fronteira da ONU antes de entregar as armas. O diplomata admite negociar estes detalhes operacionais, mas garante que qualquer tentativa de engano ditará o colapso das conversações.
Confiança e pressão de Washington
Donald Trump exibe um forte otimismo em relação ao processo diplomático. O Presidente dos Estados Unidos garantiu que Israel apoia o desarmamento total e aceita as condições negociadas.
A Casa Branca não esconde as expectativas sobre o cumprimento do plano. Um alto funcionário de Washington revelou que um eventual recuo israelita face aos 20 pontos do acordo causaria uma enorme desilusão ao líder norte-americano.
Silêncio governamental e resistência militar
O Hamas confirmou o entendimento para uma retirada militar gradual, mas Benjamin Netanyahu continua sem prestar declarações públicas. Este silêncio evidencia as divergências habituais na interpretação dos termos acordados.
As forças armadas israelitas impõem condições rígidas. Uma fonte militar anónima assegurou que as tropas não vão recuar da atual linha de controlo sem provas reais do desarmamento do grupo. Desde o cessar-fogo de outubro de 2025, Israel expandiu posições e domina mais de 60% do enclave.
A sobrevivência do acordo enfrenta ainda a oposição da ala dura do Governo. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, rejeitou a proposta de forma imediata e classificou as medidas como inaceitáveis para o Estado hebraico.





























