O acordo de paz para Gaza mantém Israel comprometido apesar do ceticismo sobre o Hamas
O plano de paz para a Faixa de Gaza delineado pelos Estados Unidos conta com o compromisso de Israel, mesmo face à profunda desconfiança sobre o desarmamento do Hamas. O embaixador israelita na ONU, D...

O plano de paz para a Faixa de Gaza delineado pelos Estados Unidos conta com o compromisso de Israel, mesmo face à profunda desconfiança sobre o desarmamento do Hamas. O embaixador israelita na ONU, Danny Danon, confirmou a adesão ao acordo anunciado por Donald Trump, alertando para a imprevisibilidade do grupo palestiniano.
Para o diplomata, o Hamas pode tentar contornar o processo ao transferir o armamento entre depósitos. O verdadeiro desarmamento exige a remoção total e definitiva das armas do território.
Negociações e exigências mútuas
O movimento palestiniano exige a retirada das tropas israelitas para a fronteira demarcada pela ONU antes de entregar as armas. Danon considera que estas condições podem ser debatidas, mas avisa que Telavive recusa soluções superficiais. Caso o acordo falhe, as partes terão de regressar à mesa de negociações.
A posição norte-americana
Donald Trump garante que o Governo israelita está satisfeito com o plano para o desarmamento total do Hamas. O Presidente dos Estados Unidos evitou esclarecer se a retirada militar de Israel deve acontecer antes ou depois da entrega das armas.
Washington mantém a pressão diplomática de forma clara. Um alto responsável norte-americano avisou que a Casa Branca ficará muito desapontada se Israel abandonar o documento de 20 pontos que já tinha validado.
Divisões políticas e militares
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mantém o silêncio sobre o entendimento. No terreno, fontes das Forças de Defesa de Israel recusam abandonar a atual linha de controlo sem provas reais de que o Hamas entregou todo o arsenal.
As tensões políticas aumentam dentro do Executivo. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, rejeita o acordo de forma categórica e considera os termos inaceitáveis. O exército israelita controla agora mais de 60% de Gaza, depois de expandir as posições territoriais desde o cessar-fogo de outubro de 2025.





























