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MUNDO

O petróleo Brent roça os 100 dólares com a intensificação da guerra no Irão

O agravar do conflito militar entre os Estados Unidos e o Irão está a agitar fortemente os mercados energéticos globais. O preço do crude disparou e ameaça a estabilidade da economia.

O petróleo Brent roça os 100 dólares com a intensificação da guerra no Irão
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O agravar do conflito militar entre os Estados Unidos e o Irão está a agitar fortemente os mercados energéticos globais. O preço do crude disparou e ameaça a estabilidade da economia.

Escalada vertiginosa dos preços

O barril de Brent, que serve de bússola para as importações portuguesas, regista uma subida superior a 4%. Durante a sessão da manhã, a cotação tocou num pico intradiário de 98,75 dólares.

A tendência de alta agrava-se a cada dia. Apenas no espaço de uma semana, o custo deste crude encareceu mais de 10 dólares.

O petróleo WTI acompanha este ritmo acelerado. A referência para o mercado dos Estados Unidos cresce quase 4% e fixa-se acima dos 90 dólares.

Colapso diplomático dita novos ataques

A reação imediata dos investidores reflete a instabilidade no terreno. O Comando Central das forças armadas norte-americanas iniciou esta madrugada uma nova vaga de bombardeamentos aéreos contra o Irão.

Trata-se da 12.ª operação militar norte-americana desde a quebra do cessar-fogo provisório. As esperanças de paz na região desvaneceram-se rapidamente há cerca de duas semanas.

Donald Trump encerrou de forma unilateral a trégua assinada em junho. O Presidente dos Estados Unidos justificou a decisão com sucessivas violações iranianas do acordo, que previa o desbloqueio do estreito de Ormuz e a negociação do programa nuclear.

Retaliação abala países aliados

A tensão militar alastra-se a todo o Médio Oriente. A Guarda Revolucionária do Irão responde à ofensiva com ataques calculados contra bases e posições estratégicas norte-americanas.

O raio de ação da retaliação iraniana atinge diretamente os parceiros da Casa Branca. Países da região do Golfo como o Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar sofrem agora o impacto militar direto desta escalada de violência.

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