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Trump recusa proposta iraniana para reabertura do Estreito de Ormuz

A Casa Branca rejeitou uma proposta do Irão que previa a reabertura do Estreito de Ormuz antes do início de negociações sobre o programa nuclear. O plano iraniano estabelecia uma sequência de compromi...

Trump recusa proposta iraniana para reabertura do Estreito de Ormuz
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Teerão propõe fim das hostilidades em troca de garantias

A Casa Branca rejeitou uma proposta do Irão que previa a reabertura do Estreito de Ormuz antes do início de negociações sobre o programa nuclear. O plano iraniano estabelecia uma sequência de compromissos mútuos entre Washington e Teerão.

Segundo os termos apresentados, o fim da guerra exigia garantias de que Israel e os Estados Unidos não voltariam a atacar território iraniano. Em contrapartida, o Irão comprometia-se a reabrir o estreito, enquanto os Estados Unidos levantariam o bloqueio imposto.

Negociações nucleares no centro das exigências

As futuras negociações centrar-se-iam na imposição de restrições ao programa nuclear iraniano, em troca da suspensão das sanções económicas. Teerão exige que Washington reconheça formalmente o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, mesmo que aceite suspender temporariamente essas atividades.

Impacto regional e económico da crise

Enquanto a tensão diplomática persiste, o Iraque indicou que pode restaurar a produção e exportações de petróleo em sete dias após o fim da crise no Estreito de Ormuz. O vice-ministro do Petróleo iraquiano, Basim Mohammed, revelou que a produção atual está em 1,5 milhões de barris por dia, com cerca de 200 mil barris exportados via Ceyhan.

Desenvolvimentos paralelos

A crise levou o Japão a adquirir pela primeira vez petróleo russo desde o encerramento de Ormuz. Nos Emirados Árabes Unidos, o tráfego aéreo voltou ao normal após suspensão de medidas de precaução.

Teerão executou dois homens acusados de espionagem para Israel, enquanto membros da Guarda Revolucionária morreram ao desativar bombas de fragmentação. No sul do Líbano, ataques israelitas causaram vários feridos.

O Pentágono anunciou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha, numa altura em que Trump afirmou que as hostilidades cessaram para evitar ter de pedir autorização ao Congresso para uma guerra formal.

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