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POLITICA

52.º aniversário do 25 de Abril marcado por avisos sobre ameaças à liberdade

O Presidente da República alertou que a liberdade se perde de forma gradual, não repentinamente. A declaração foi feita durante a sessão solene na Assembleia da República que assinalou os 52 anos da R...

52.º aniversário do 25 de Abril marcado por avisos sobre ameaças à liberdade
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Marcelo alerta para erosão gradual da democracia

O Presidente da República alertou que a liberdade se perde de forma gradual, não repentinamente. A declaração foi feita durante a sessão solene na Assembleia da República que assinalou os 52 anos da Revolução dos Cravos.

Tensão política marca celebrações

O presidente do Parlamento, Aguiar-Branco, defendeu-se das críticas ao afirmar que não fez uma intervenção partidária. O deputado Pedro Delgado Alves mostrou o seu descontentamento ao virar costas durante o discurso, considerando ter sido uma "má prestação".

Aguiar-Branco criticou ainda a espetacularização da política, referindo que "tornamos tantas vezes a vida política num reality show".

Partidos dividem-se sobre legado de Abril

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, atacou o pacote laboral do Governo, classificando-o como "contra Abril". Já o PSD condenou os extremos políticos, criticando uma esquerda "cada vez mais preconceituosa" e uma direita "cada vez mais radicalizada".

O CDS-PP reforçou que "Abril não tem donos, é do povo", enquanto Fabian Figueiredo defendeu que o pós-25 de Abril representa "o melhor período da história de Portugal".

Seguro estreia-se em discurso de aniversário

O presidente da Assembleia da República, António Seguro, discursou pela primeira vez nesta data comemorativa. Deixou recados sobre corrupção, pobreza e os desafios enfrentados pelos jovens. Posicionou-se também sobre o financiamento dos partidos, defendendo que "os cidadãos têm o direito de saber".

Homenagens e críticas

Luís Montenegro prestou homenagem ao teatro português e ao ator Ruy de Carvalho. Francisco Rodrigues dos Santos sublinhou que "a liberdade, sem uma vida decente, é incompleta".

André Ventura criticou as verbas gastas nas celebrações do 25 de Abril.

Palácio de São Bento aberto ao público

A sessão solene, que começou às 10h00, decorreu com o Palácio de São Bento aberto ao público. As celebrações acontecem num contexto marcado pela guerra na Europa e pela polémica revisão da legislação laboral.

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