BE acusa Marcelo de pressionar UGT sobre pacote laboral
José Manuel Pureza afirmou no Porto que a reunião convocada por Marcelo Rebelo de Sousa com os parceiros sociais tem como objetivo exercer pressão sobre a União Geral de Trabalhadores. O encontro está...

Bloco critica reunião de Belém marcada para véspera de votação da UGT
José Manuel Pureza afirmou no Porto que a reunião convocada por Marcelo Rebelo de Sousa com os parceiros sociais tem como objetivo exercer pressão sobre a União Geral de Trabalhadores. O encontro está agendado para quarta-feira, um dia antes do secretariado nacional da UGT votar a versão final do pacote laboral.
"Causa-nos muita perplexidade que o Presidente da República tenha convocado para amanhã uma reunião com os parceiros sociais que mais não é do que uma reunião de pressão evidente sobre uma das centrais sindicais", declarou o coordenador bloquista.
Coordenador do BE defende pressão sobre o Governo
Pureza considera que Marcelo Rebelo de Sousa deveria pressionar o executivo a abandonar a proposta, que classifica como "inaceitável" e sem justificação económica ou social. O líder do BE sublinha que o pacote laboral é rejeitado por todas as organizações de trabalhadores.
Segundo o coordenador bloquista, o Governo procura uma aliança com a extrema-direita no parlamento para aprovar a reforma, ignorando as conversações com as organizações sindicais.
Banco de horas individual é a medida mais contestada
Entre as propostas, Pureza destaca o banco de horas individual como uma das mais gravosas. A medida prevê o pagamento de horas extraordinárias abaixo do valor estipulado, o que retira rendimento aos trabalhadores num momento de aumento do custo de vida.
"Retirar rendimento aos trabalhadores no exato momento em que o custo de vida está a explodir é totalmente inaceitável e nós, por isso, estaremos do lado dos trabalhadores", afirmou.
Estratégia de pressão sobre a UGT desde o início
O coordenador do BE acusa o Governo de ter planeado desde o início pressionar a UGT até ao limite para conseguir um acordo. Após a fase de concertação, o executivo pretende conquistar uma maioria na Assembleia da República com o apoio da extrema-direita.
"Esse horizonte de haver um acordo entre o governo das direitas e a extrema-direita mostra exatamente qual é o cunho deste pacote laboral", criticou Pureza.
Ordem das reuniões em Belém
O Presidente da República recebe os parceiros sociais na quarta-feira pela seguinte ordem: CGTP-IN, Confederação dos Agricultores de Portugal, UGT, Confederação Empresarial de Portugal, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e Confederação do Turismo de Portugal.





























