Comboios urbanos da CP obrigam Governo a pedir novos dados antes da entrega a privados
O Governo quer mais detalhes antes de entregar a gestão de quatro linhas urbanas da CP a empresas privadas. A tutela pediu informações adicionais à transportadora pública sobre o modelo de subconcessã...

O Governo quer mais detalhes antes de entregar a gestão de quatro linhas urbanas da CP a empresas privadas. A tutela pediu informações adicionais à transportadora pública sobre o modelo de subconcessão dos serviços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto.
A CP entregou o estudo inicial no mês passado. No entanto, o Executivo considerou a informação insuficiente e exige esclarecimentos para fechar a versão final do documento. Sem estes dados, o calendário político fica suspenso e não há data definida para avançar.
Concursos públicos dependem de nova avaliação
Em janeiro, o Ministério das Infraestruturas deu 90 dias à CP para apresentar soluções jurídicas e financeiras. A intenção do ministro Miguel Pinto Luz passava por lançar os concursos públicos no segundo semestre deste ano. A CP manterá sempre a coordenação global destas subconcessões.
A tutela recusa o cenário de privatização da empresa estatal. Miguel Pinto Luz garante que a medida visa apenas melhorar o funcionamento do sistema ferroviário. A lei prevê a cedência temporária da exploração, que inclui os comboios e as infraestruturas. O contrato de serviço público da transportadora foi, entretanto, prolongado até 2034.
O peso e as contas das quatro linhas
As rotas em análise somam 355 quilómetros e transportaram 166 milhões de passageiros em 2024. A rentabilidade das operações divide-se entre lucros na Grande Lisboa e prejuízos nas restantes vias.
As linhas de Sintra/Azambuja e Cascais apresentam lucros operacionais (EBITDA). O eixo de Sintra transportou 99 milhões de pessoas e gerou 20 milhões de euros. Cascais movimentou 38 milhões de utentes, garantindo um saldo positivo de oito milhões de euros e a maior taxa de ocupação do país (50%).
Por outro lado, o Porto e o Sado registam prejuízos. A rede urbana do Norte movimentou 24 milhões de passageiros, fechando com perdas de nove milhões de euros. A ligação do Sado (entre Barreiro e Praias do Sado) registou cinco milhões de viagens e um défice de três milhões de euros.



























