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POLITICA

Governo recua na idade da reforma para trabalhadores por turnos após veto do primeiro-ministro

Luís Montenegro anulou um princípio de acordo com o Chega sobre as condições de acesso à reforma. André Ventura acusa o primeiro-ministro de desautorizar a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma...

Governo recua na idade da reforma para trabalhadores por turnos após veto do primeiro-ministro
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Luís Montenegro anulou um princípio de acordo com o Chega sobre as condições de acesso à reforma. André Ventura acusa o primeiro-ministro de desautorizar a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, durante as negociações da nova lei laboral.

Negociações e recuos de última hora

O líder do Chega garante que a ministra aceitou reduzir a idade da reforma para os trabalhadores por turnos. O entendimento técnico previa a aposentação aos 65 anos ou com 40 anos de descontos para carreiras longas neste regime.

A medida justificou o avanço inicial das negociações entre as duas partes. No entanto, André Ventura revela que o chefe de Governo anulou este compromisso apenas 24 horas antes da votação parlamentar. O dirigente considera que a mudança de postura demonstra falta de seriedade do executivo.

Chumbo da lei laboral e novos projetos

A reversão da medida motivou o voto contra do Chega à proposta governamental, alinhando a decisão com os partidos de esquerda. Ventura desvaloriza as semelhanças nas votações e assegura que o partido defende apenas as melhores soluções para a população e para a economia.

O partido agenda agora o tema para o debate parlamentar do dia 3 de julho. O novo projeto recupera a idade da reforma aos 65 anos e propõe ainda a imposição de um teto máximo de 4.500 euros para as pensões de luxo.

Posição sobre o Orçamento do Estado

O atrito levanta questões sobre as futuras negociações do Orçamento do Estado. André Ventura recusa definir a idade da reforma como uma linha vermelha para já, pois o documento orçamental ainda não é conhecido.

O líder sublinha que a sua bancada não deseja novas eleições, mas rejeita o papel de suporte incondicional ao executivo. Ventura prevê ainda que o Partido Socialista fará os cálculos necessários para aprovar o documento no momento decisivo.

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