Prestação Social Única acelera no parlamento após PSD acusar Chega de fraude eleitoral
A reestruturação dos apoios sociais em Portugal vai ser debatida com caráter de urgência. O parlamento aprovou o pedido do Governo para acelerar a criação da Prestação Social Única (PSU), num dia marc...

A reestruturação dos apoios sociais em Portugal vai ser debatida com caráter de urgência. O parlamento aprovou o pedido do Governo para acelerar a criação da Prestação Social Única (PSU), num dia marcado por fortes ataques do PSD ao Chega.
Acusações de hipocrisia política
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, classificou o partido de André Ventura como uma "fraude eleitoral e populista". A indignação surgiu após o Chega chumbar a urgência do debate.
O social-democrata apontou uma contradição evidente. Durante anos, o Chega exigiu rigor e escrutínio nos apoios sociais. Contudo, rejeita agora a rapidez de um mecanismo criado para combater fraudes e definir critérios mais rígidos.
O novo diploma propõe que os beneficiários prestem trabalho de solidariedade. Esta era uma antiga exigência do próprio Chega, que agora recusa apoiar a medida.
Aprovação garantida pela maioria
Apesar da oposição do Chega, o processo da PSU avança. PSD, CDS-PP e IL garantiram a aprovação do debate urgente. PS, PAN e JPP optaram pela abstenção. A discussão na especialidade terá um limite máximo de dez dias.
André Ventura justificou o voto contra com a necessidade de mais tempo para alterar o texto. Hugo Soares rejeitou a justificação e considerou ilógico exigir debate profundo enquanto se chumba o próprio início da discussão.
Tensões sobre pensões e reformas
O embate entre os dois partidos estendeu-se à legislação laboral. O Chega propôs fixar a idade da reforma aos 65 anos ou após 40 anos de descontos. A medida sugere ainda um teto de 4.500 euros para as pensões.
Hugo Soares reagiu de imediato e chamou a André Ventura "o maior inimigo da juventude portuguesa". O líder parlamentar do PSD exigiu saber os custos da proposta e como o Chega pretende garantir a sobrevivência financeira da Segurança Social.





























