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ECONOMIA

O turismo de negócios em Moçambique tem uma nova estratégia para gerar 91 milhões anuais

O Governo de Moçambique prepara-se para transformar o panorama económico nacional com uma aposta clara no segmento de negócios. O executivo aprovou um plano até 2030 que prevê gerar 91 milhões de euro...

O turismo de negócios em Moçambique tem uma nova estratégia para gerar 91 milhões anuais
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Governo de Moçambique prepara-se para transformar o panorama económico nacional com uma aposta clara no segmento de negócios. O executivo aprovou um plano até 2030 que prevê gerar 91 milhões de euros por ano.

A meta principal passa pela organização anual de 38 grandes eventos internacionais. A recém-aprovada Estratégia do Turismo de Negócios (2026-2030) concentra-se no mercado MICE, que abrange reuniões, incentivos, conferências e exposições.

Receitas superiores e economia local forte

O objetivo passa por colocar o país num dos nichos mais rentáveis do turismo global. Inocêncio Impissa, porta-voz do Conselho de Ministros, destaca que os visitantes em trabalho gastam duas a quatro vezes mais do que os turistas de lazer.

Este mercado reduz a dependência das épocas altas. A hotelaria garante uma ocupação estável durante todo o ano, o que dinamiza também os transportes, a restauração e os serviços especializados locais.

As projeções oficiais estimam que o mercado global deste segmento para o país ultrapasse os 773 milhões de euros no final da década. O Governo espera ainda que a iniciativa facilite o investimento direto estrangeiro, a transferência de tecnologia e a criação de empregos qualificados.

Crescimento impulsionado pela isenção de vistos

O país regista atualmente uma fase de expansão turística acentuada. O número global de visitantes subiu para 1,27 milhões em 2025, um salto de 15% em relação ao ano transato.

A política de isenção de vistos para cidadãos de 29 países revelou-se um sucesso. A entrada de estrangeiros nos hotéis nacionais mais do que triplicou num espaço de cinco anos, passando de cerca de 216 mil em 2020 para quase 760 mil em 2024.

Em sentido inverso, o turismo interno perdeu força. Os registos oficiais mostram que os hóspedes moçambicanos nas unidades hoteleiras do país recuaram 18% durante o mesmo período.

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