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MUNDO

A seca extrema no rio Danúbio deixou a Hungria a milímetros de um apagão nuclear

A vaga de calor que atinge a Europa de Leste ameaça colapsar as redes elétricas. As centrais nucleares dependem dos rios para arrefecimento e os níveis de água atingem agora mínimos históricos.

A seca extrema no rio Danúbio deixou a Hungria a milímetros de um apagão nuclear
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A vaga de calor que atinge a Europa de Leste ameaça colapsar as redes elétricas. As centrais nucleares dependem dos rios para arrefecimento e os níveis de água atingem agora mínimos históricos.

Ameaça de apagão total na Hungria

A central nuclear de Paks fornece metade da eletricidade húngara. Na última madrugada, a infraestrutura esteve muito perto do encerramento total devido à falta de água.

O primeiro-ministro, Peter Magyar, revelou que faltaram apenas "poucos milímetros" para o corte definitivo. A situação inverteu-se quando o nível do rio Danúbio subiu 1,5 centímetros antes do amanhecer.

Este alívio evitou o colapso da rede num dos dias de maior procura energética. A central opera agora a cerca de 10% da sua capacidade.

As autoridades classificam o cenário como inédito nas últimas quatro décadas. O governo implementou medidas urgentes de poupança para garantir a estabilidade do sistema.

Explosões controladas na vizinha Roménia

A crise afeta gravemente os países da região. A Roménia recorreu a táticas extremas para manter a central nuclear de Cernavoda em funcionamento.

As equipas técnicas provocaram uma explosão controlada para desviar grandes volumes de água para o Velho Danúbio. O objetivo passa por garantir o arrefecimento constante dos reatores.

A infraestrutura romena já perdeu um dos seus dois reatores no final do mês passado. Juntos, garantem 20% das necessidades elétricas do país.

Indústria automóvel suspende laboração

As previsões meteorológicas antecipam temperaturas acima dos 40°C para os próximos dias. Os governos apelam à redução drástica do consumo elétrico para evitar cortes cegos.

O setor automóvel romeno assumiu a linha da frente neste esforço. As fábricas da Dacia e da Ford suspenderam a produção até 19 de agosto.

Esta paragem voluntária alivia a rede elétrica nacional em cerca de 200 megawatts. As autoridades mantêm o estado de alerta máximo para ultrapassar a crise energética.

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