Bruxelas avança com exército e polícia para travar onda de tiroteios
As ruas de Bruxelas preparam-se para receber uma operação conjunta inédita. Militares e polícias unem forças para combater o tráfico de droga e travar a criminalidade violenta na capital belga.

As ruas de Bruxelas preparam-se para receber uma operação conjunta inédita. Militares e polícias unem forças para combater o tráfico de droga e travar a criminalidade violenta na capital belga.
Theo Francken, ministro da Defesa, garante que o objetivo central passa por recuperar o controlo das vias públicas e das estações. As autoridades recusam deixar o espaço público nas mãos de traficantes e redes criminosas.
O risco para os cidadãos
O fogo cruzado entre grupos rivais instalou um clima de terror. O procurador de Bruxelas emitiu um aviso claro à população, sublinhando que qualquer pessoa pode ser atingida na via pública durante estes confrontos.
Apenas na última semana, os bairros de Anderlecht, Saint-Gilles e Molenbeek serviram de palco a seis tiroteios. As autoridades de justiça exigem um reforço urgente de meios para conseguir enfrentar os grupos criminosos.
Explosão de casos este ano
Os números evidenciam a escalada de violência nas ruas. A região soma 65 tiroteios desde janeiro, um valor que já iguala o total de ocorrências registadas durante todo o ano passado.
O Ministério Público aponta para um ciclo contínuo de retaliações. Os conflitos armados resultam de desentendimentos diretos entre duas grandes redes de narcotráfico.
Operações comandadas das celas
A captura dos líderes não trava a violência instalada. Muitos chefes criminosos ordenam os ataques com recurso a telemóveis a partir das próprias prisões belgas, enquanto outros coordenam as ações a partir do estrangeiro.
O magistrado exige uma intervenção imediata no sistema prisional. A instalação de inibidores de sinal móvel surge como a principal medida pedida para cortar a comunicação destes reclusos com o exterior.





























