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Ceuta gera tensão europeia após Espanha travar crise migratória

O líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, dirigiu duras críticas às instituições europeias devido à resposta à recente vaga migratória na fronteira com Marrocos. A denúncia consta de uma carta envia...

Ceuta gera tensão europeia após Espanha travar crise migratória
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, dirigiu duras críticas às instituições europeias devido à resposta à recente vaga migratória na fronteira com Marrocos. A denúncia consta de uma carta enviada a líderes europeus, incluindo António Costa e Ursula Von der Leyen.

Sánchez condena a postura egoísta de alguns governos que chegaram a exigir a suspensão de Espanha do Espaço Schengen. O governante espanhol considera estas posições contrárias aos princípios de solidariedade da União Europeia e motivadas por interesses políticos.

Controlo rápido da fronteira

As autoridades espanholas garantem ter restabelecido o controlo do enclave norte-africano em menos de 48 horas. A intervenção travou qualquer deslocação não autorizada de migrantes para a Europa continental.

O processo garantiu assistência humanitária e permitiu repatriar a vasta maioria dos cidadãos que atravessaram a fronteira. A operação decorreu em estreita colaboração com Marrocos, mas contou com um apoio considerado insuficiente por parte dos restantes Estados-membros.

Marrocos afasta migrantes e faz detenções

A situação no terreno começa a estabilizar. Marrocos mobilizou hoje vários autocarros para retirar centenas de migrantes retidos na cidade de Fnideq, transferindo-os para outras regiões do país durante a madrugada.

As estimativas de Espanha indicam que perto de 60 mil pessoas chegaram a estar concentradas em Fnideq antes da marcha massiva em direção à fronteira.

A enorme pressão migratória gerou confrontos graves. Em resposta, as autoridades marroquinas já detiveram 70 indivíduos por suspeitas de crimes como tentativa de homicídio e fogo posto, num período de tensão que provocou 67 mortos.

Regresso cauteloso à normalidade

O impacto económico no território de 80 mil habitantes tenta agora ser revertido. A Confederação Empresarial de Ceuta confirmou que o comércio local retomou a atividade a passo lento, depois de uma paralisação quase total na quinta-feira.

O contingente policial mantém-se reforçado nas principais ruas da cidade. Segundo os empresários locais, cerca de cinco mil migrantes permanecem no território.

A confederação pede prudência aos cidadãos e total confiança nas forças de segurança, enquanto prosseguem os esforços para devolver a normalidade a esta fronteira estratégica entre o continente africano e a Europa.

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