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POLITICA

A presidência da UGT enfrenta uma crise com o veto inédito a Francisco Pimentel

O Congresso da UGT na Figueira da Foz enfrenta uma crise inesperada antes mesmo de começar. Numa decisão sem precedentes, o secretariado nacional chumbou Francisco Pimentel, o candidato proposto pelos...

A presidência da UGT enfrenta uma crise com o veto inédito a Francisco Pimentel
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Congresso da UGT na Figueira da Foz enfrenta uma crise inesperada antes mesmo de começar. Numa decisão sem precedentes, o secretariado nacional chumbou Francisco Pimentel, o candidato proposto pelos Trabalhadores Social Democratas (TSD) para assumir a presidência da central.

Quebra de um acordo histórico

A central sindical funciona com base num entendimento implícito de longa data. A tendência sindical socialista escolhe o secretário-geral, enquanto os TSD indicam o presidente da estrutura.

Este pacto ruiu agora com a votação secreta que rejeitou o sucessor designado para o lugar de Lucinda Dâmaso. Pedro Roque, secretário-geral dos TSD, sublinha que a maioria socialista quebrou uma tradição duradoura de confiança mútua.

Reunião de urgência e indignação

A estrutura social-democrata convocou uma reunião de emergência para analisar o bloqueio. O clima atual é de forte tensão interna.

Pedro Roque classifica o chumbo como uma atitude lamentável. O dirigente recusa a ideia de apresentar novos nomes até agradar à fação socialista, garantindo que não vão agir por tentativa e erro.

Um perfil considerado à prova de bala

Francisco Pimentel é o atual presidente do SINTAP e deputado do PSD eleito pelos Açores. O dirigente sindical possui um longo e reconhecido percurso dentro da organização.

Os TSD lembram a postura construtiva de Pimentel em negociações vitais, nomeadamente as discussões sobre o Código do Trabalho. A rejeição do seu nome surpreende a estrutura a poucas semanas das eleições formais, agendadas para o próximo mês de outubro.

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