Defesa atrai jovens com carta de condução grátis após aprovação no Parlamento
Os jovens portugueses passam a ter acesso à carta de condução gratuita e a um prémio financeiro único de 439 euros. Em troca, devem completar um programa de voluntariado de três a seis semanas nas For...

Os jovens portugueses passam a ter acesso à carta de condução gratuita e a um prémio financeiro único de 439 euros. Em troca, devem completar um programa de voluntariado de três a seis semanas nas Forças Armadas.
A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira a medida, apresentada pelo PSD e CDS-PP. A par do voluntariado, o Parlamento deu também luz verde ao programa “Mente Forte”, focado no apoio psicológico e na saúde mental dos militares.
Incentivos para aproximar a juventude
Bruno Ventura, deputado do PSD, defende que o país deve compensar quem dedica tempo ao exercício da cidadania. O objetivo central passa por convocar as novas gerações para a missão de defender Portugal.
O novo regime de voluntariado jovem avançou com os votos a favor da AD e da Iniciativa Liberal. PS e Chega abstiveram-se, enquanto os restantes partidos votaram contra a iniciativa.
Já o programa de saúde mental reuniu maior consenso. Passou com o voto contra do PCP, abstenção do PS e Bloco de Esquerda, e votos favoráveis das restantes bancadas.
Oposição critica falta de estratégia e ausência do Governo
As propostas têm caráter de recomendação e não força de lei, mas o debate aqueceu devido às cadeiras vazias na bancada do Governo. Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, acusou o executivo de encenar um número político e desvalorizou a medida da carta de condução por falta de prazos ou métodos definidos.
O Partido Socialista também questionou a eficácia do voluntariado de curta duração. Frederico Francisco levantou dúvidas sobre a capacidade atual das Forças Armadas, perguntando se existem infraestruturas, verbas e instrutores suficientes para acolher estes jovens. O deputado questionou ainda o real benefício militar de uma passagem de apenas três a seis semanas.
Mais à esquerda, o foco recaiu sobre a ausência de soluções de fundo. Isabel Mendes Lopes, do LIVRE, frisou que a crise militar não se resolve com medidas avulsas. Os partidos de esquerda alertam que faltam reformas estruturais para dar resposta aos salários baixos, cortes nas pensões e à desvalorização da carreira dos profissionais de Defesa.



























