México exige explicações sobre operação secreta com EUA que resultou em quatro mortos
A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que vai exigir esclarecimentos sobre a operação que resultou na morte de quatro elementos das autoridades mexicanas e norte-americanas durante o fim ...

Sheinbaum desconhecia missão conjunta em Chihuahua
A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que vai exigir esclarecimentos sobre a operação que resultou na morte de quatro elementos das autoridades mexicanas e norte-americanas durante o fim de semana. A governante garantiu não ter conhecimento de qualquer missão conjunta entre Washington e o governo estadual de Chihuahua.
Acidente fatal após destruição de laboratórios clandestinos
Segundo o procurador-geral de Chihuahua, César Jáuregui, as vítimas morreram no regresso de uma operação destinada a desmantelar laboratórios ilegais numa zona rural, instalações alegadamente usadas por grupos criminosos para produzir drogas. Entre os mortos contam-se dois investigadores locais e dois instrutores da Embaixada dos EUA.
A Embaixada norte-americana recusou identificar os seus funcionários ou revelar a que organismo pertenciam, limitando-se a confirmar que apoiavam as autoridades de Chihuahua no combate aos cartéis.
Presidente mexicana garante que não há operações conjuntas em solo mexicano
Sheinbaum sublinhou que "não era uma operação de que o gabinete de segurança estivesse ciente" e classificou-a como "uma decisão do governo de Chihuahua". A líder mexicana insistiu que não existem operações conjuntas em território mexicano, apenas partilha de informação dentro de uma estrutura legal estabelecida.
A Presidente quer apurar se alguma lei foi violada e prometeu divulgar mais detalhes assim que a investigação estiver concluída. Sheinbaum revelou ainda que planeia promover um encontro entre o embaixador norte-americano, Ronald Johnson, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do México.
Tensão cresce com pressão de Trump sobre cartéis
O incidente ocorre num contexto de pressão crescente do Presidente norte-americano, Donald Trump, para que o México intensifique o combate ao narcotráfico. Washington já lançou operações militares conjuntas no Equador.
A presença de elementos norte-americanos em solo mexicano tem gerado debate constante, situação agravada após as recentes ações militares de Trump na Venezuela e no Irão. Embora o treino das forças de segurança mexicanas por instrutores dos EUA seja prática comum, a questão tornou-se mais sensível.
Em janeiro, a detenção do ex-atleta canadiano Ryan Wedding, um dos fugitivos mais procurados pelos Estados Unidos, já tinha gerado polémica. As autoridades mexicanas afirmam que se entregou na embaixada americana, enquanto Washington descreveu o caso como resultado de uma operação binacional.





























