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POLITICA

PRR corta metas de obras críticas para evitar falhas na saúde e educação

As metas de construção de dezenas de escolas e centros de saúde em Portugal sofreram cortes significativos. Esta foi a via encontrada pela Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e...

PRR corta metas de obras críticas para evitar falhas na saúde e educação
Panoramas — Imagem Ilustrativa

As metas de construção de dezenas de escolas e centros de saúde em Portugal sofreram cortes significativos. Esta foi a via encontrada pela Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (CNA-PRR) para contornar o atraso profundo de vários projetos estruturais.

Pedro Dominguinhos, presidente da comissão, confirmou numa audição parlamentar que uma grande fatia dos investimentos em estado crítico já sofreu reprogramações. A medida procura alinhar as exigências com a real capacidade de execução no terreno.

Alerta vermelho em áreas vitais O sexto relatório da CNA-PRR avaliou 127 investimentos. Os dados revelam 16 projetos em estado crítico e 21 a gerar forte preocupação. Apenas 34 cumprem o calendário estipulado e 23 encontram-se concluídos.

O bloqueio afeta setores prioritários. A habitação a custos acessíveis, a renovação de espaços hospitalares, os cuidados de saúde primários e a expansão da Linha Rubi do Metro do Porto figuram na lista de risco máximo. Também as unidades de investigação científica e os polos de inovação agrícola enfrentam obstáculos severos.

Corte de ambição A reprogramação resgatou algumas obras do incumprimento técnico, baixando a fasquia dos resultados exigidos. O objetivo de centros de saúde concluídos até ao final de agosto encolheu em 92 unidades. O número de escolas prontas no mesmo prazo caiu em 20 edifícios. A eficiência energética também sofreu cortes nas metas de execução.

Contudo, o alívio não abrange todos os dossiês atrasados. A expansão da rede de cuidados continuados mantém as regras originais, mas a comissão já avisou que as camas entregues em agosto ficarão muito distantes das 3000 exigidas. Projetos cruciais para a recuperação económica continuam sob forte pressão para evitar a perda definitiva de fundos.

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