São Tomé e Príncipe escolhe hoje o próximo Presidente da República
Mais de 142 mil são-tomenses decidem hoje quem ocupará a Presidência da República. As urnas abriram às 07:00 locais (08:00 em Lisboa) e encerram às 18:00. O dia de votação decorre com expectativa, apó...

Mais de 142 mil são-tomenses decidem hoje quem ocupará a Presidência da República. As urnas abriram às 07:00 locais (08:00 em Lisboa) e encerram às 18:00. O dia de votação decorre com expectativa, após um período marcado por alguma crispação política. As autoridades não registam incidentes graves no terreno.
O duelo principal e os candidatos
A corrida eleitoral tem quatro nomes oficiais. O atual Presidente, Carlos Vila Nova, procura garantir um novo mandato. O seu principal adversário nas urnas é Nito d'Abreu.
Eugénio Tiny e Miques João também figuram nos boletins de voto. No entanto, estes dois candidatos avançam sem qualquer apoio partidário. As suas campanhas foram praticamente invisíveis para os eleitores.
Jorge Bom Jesus desistiu formalmente da corrida. Como o anúncio ocorreu fora do prazo legal, o seu nome permanece impresso nos boletins. A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) esclarece que qualquer voto neste candidato será imediatamente considerado nulo.
Ataques informáticos e fragilidades na fiscalização
O encerramento da campanha ficou ensombrado por incidentes digitais. Uma página sofreu usurpação de controlo e publicou conteúdos não autorizados. A situação repetiu-se no sábado, em pleno dia de reflexão.
A CEN reconheceu sérias dificuldades na fiscalização destas ocorrências. A comissão admitiu operar com uma estrutura de apenas nove elementos. Este número provou ser insuficiente para monitorizar de forma eficaz o ambiente digital e o processo no terreno.
Forte escrutínio internacional e peso da diáspora
O ato eleitoral conta com ampla observação externa. Várias missões internacionais acompanham a votação no arquipélago para atestar a transparência do processo.
Equipas da União Europeia, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana marcam presença nas ilhas. O escrutínio inclui também especialistas do G-7+ e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).
O universo eleitoral compreende exatamente 142.191 cidadãos registados. A esmagadora maioria, superior a 121 mil eleitores, exerce o direito de voto no território nacional. A diáspora representa mais de 20 mil votos cruciais, concentrados essencialmente em cinco países da Europa e quatro de África.





























