Elon Musk falta a depoimento voluntário em Paris sobre irregularidades na plataforma X
O proprietário da plataforma X não compareceu ao depoimento voluntário agendado pela Procuradoria-Geral da República de Paris. A procuradora Laure Beaccau confirma que registou a ausência de Elon Musk...

Ausência registada pela Procuradoria de Paris
O proprietário da plataforma X não compareceu ao depoimento voluntário agendado pela Procuradoria-Geral da República de Paris. A procuradora Laure Beaccau confirma que registou a ausência de Elon Musk, mas garante que este facto não impede o avanço da investigação.
A responsável pelo caso sublinha que se trata de uma investigação construtiva, destinada a garantir o cumprimento da legislação francesa pela plataforma, e não de um processo criminal nesta fase.
Investigação abrange Musk e antiga CEO
As autoridades francesas investigam tanto Elon Musk como Linda Yaccarino, antiga CEO da plataforma. A lista de possíveis crimes inclui cumplicidade na posse e distribuição organizada de imagens de pornografia infantil, difamação através de deepfakes sexuais - conteúdos ultrarrealistas criados sem consentimento das vítimas - e negação de crimes contra a humanidade, incluindo negação do Holocausto.
A investigação abrange ainda acusações de extração fraudulenta de dados, falsificação de sistemas automatizados de processamento de dados por grupos organizados e administração de uma plataforma online ilegal.
Inteligência artificial Grok sob escrutínio
O processo ganhou nova dimensão após denúncias relacionadas com o Grok, a ferramenta de inteligência artificial integrada na plataforma X. Os investigadores acreditam que esta tecnologia tem sido utilizada para disseminar conteúdos que agravam os crimes anteriormente identificados.
Buscas e posição da justiça francesa
A investigação foi aberta em janeiro de 2025, na sequência de denúncias sobre potenciais violações da lei francesa. No início de fevereiro, foram realizadas buscas à residência e aos escritórios de Musk.
A Procuradoria de Paris defende que a plataforma X, ao operar em território francês, está obrigada a cumprir a legislação do país. Os depoimentos voluntários foram agendados para permitir que os visados apresentassem a sua versão dos factos e, eventualmente, as medidas de conformidade que pretendem implementar.
Plataforma X denuncia motivações políticas
Em comunicado divulgado em janeiro, a rede social X classificou as buscas como um "ato judicial abusivo" com "motivos políticos" e negou qualquer irregularidade nas suas operações.





























