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Israel prepara eleições antecipadas após crise militar retirar apoio a Netanyahu

Os eleitores israelitas podem ser chamados às urnas já no final de agosto. O governo liderado por Benjamin Netanyahu cedeu à pressão dos parceiros ultraortodoxos e anunciou a dissolução do parlamento ...

Israel prepara eleições antecipadas após crise militar retirar apoio a Netanyahu
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os eleitores israelitas podem ser chamados às urnas já no final de agosto. O governo liderado por Benjamin Netanyahu cedeu à pressão dos parceiros ultraortodoxos e anunciou a dissolução do parlamento para a próxima semana.

A coligação governamental colapsou devido ao impasse sobre o serviço militar. O partido Degel HaTorah, que representa a fação ultraortodoxa Haredi, retirou a confiança ao primeiro-ministro, exigindo o fim imediato da legislatura.

O Likud aceitou a exigência e avança com o projeto de lei de dissolução do Knesset. A votação principal deverá acontecer a 20 de maio. A aprovação dita o fim da atual legislatura e exige uma maioria simples de 61 deputados num total de 120, após quatro rondas de escrutínio no plenário.

A origem da rutura

A tensão escalou quando Netanyahu tentou adiar a isenção militar dos estudantes religiosos. O líder israelita pretendia empurrar a aprovação desta legislação polémica apenas para depois das próximas eleições. Os líderes ultraortodoxos rejeitaram a manobra e acusaram o chefe de governo de quebrar antigas promessas.

Este tema fratura a sociedade israelita há várias décadas. O cenário agravou-se no ano passado quando o Supremo Tribunal exigiu a convocação militar destes jovens. A guerra em Gaza e a escassez de efetivos tornaram o recrutamento urgente, intensificando a indignação pública face aos privilégios da comunidade ortodoxa.

Oposição unida e o calendário eleitoral

Yair Lapid, atual líder da oposição, celebrou o anúncio de imediato. O político aliou-se ao antigo primeiro-ministro Naftali Bennett e fundou a coligação Beyahad para tentar derrotar Netanyahu nas urnas.

A data exata das eleições motiva agora um intenso debate interno. A lei estipula que a ida às urnas ocorra num prazo mínimo de 90 dias após a dissolução. Os partidos ultraortodoxos apontam a preferência para o início de setembro.

Em contraste, Netanyahu procura afastar a votação do dia 7 de outubro, tentando evitar o peso do primeiro aniversário dos ataques do Hamas. Com ou sem dissolução antecipada, o país já estava legalmente obrigado a realizar eleições até 27 de outubro.

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