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Sul do Líbano regista dez mortos em novos bombardeamentos israelitas

A tensão intensifica-se no sul do Líbano na véspera de negociações decisivas. Novos ataques aéreos de Israel provocaram a morte de dez pessoas, agravando a crise humanitária na região.

Sul do Líbano regista dez mortos em novos bombardeamentos israelitas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A tensão intensifica-se no sul do Líbano na véspera de negociações decisivas. Novos ataques aéreos de Israel provocaram a morte de dez pessoas, agravando a crise humanitária na região.

Vítimas civis no centro da ofensiva

As autoridades libanesas confirmam que os bombardeamentos atingiram diversas áreas habitacionais. Em Arab Salim, perderam a vida seis pessoas, incluindo três crianças e duas mulheres.

Uma outra criança morreu na localidade de Harouf durante uma incursão militar. O Ministério da Saúde libanês contabilizou ainda três mortes em Roumin, entre as quais dois menores.

Veículos debaixo de fogo

O Centro de Operações de Emergência reportou uma série de ataques direcionados a automóveis. Estes incidentes causaram três mortos nas localidades de Al-Maaliya, Shaitiya e Naqoura.

A violência estendeu-se a Sidon, a principal cidade do sul e afastada da fronteira. Um ataque semelhante resultou em mais um óbito. Horas antes, bombardeamentos contra veículos na estrada de ligação a Beirute já tinham vitimado oito pessoas.

Negociações em risco

A continuação da ofensiva militar israelita acontece num momento diplomático crítico. O Líbano e Israel têm encontros agendados para quinta e sexta-feira em Washington. O objetivo passa por consolidar a trégua em vigor desde abril e procurar uma solução para o conflito.

O Governo libanês apelou à intervenção urgente dos Estados Unidos para travar os ataques antes das reuniões. Em sentido contrário, o Hezbollah rejeita o diálogo. O líder do grupo xiita, Naim Qassem, promete intensificar os confrontos e transformar a região num inferno para as forças de Israel.

Desde o início da crise em março, o conflito soma números trágicos. As autoridades locais registam 2.896 mortos e 8.824 feridos, num cenário de violência contínua e ordens de evacuação frequentes.

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